Caem prisões de imigrantes na fronteira dos EUA

Foto1 Imigrantes detidos Caem prisões de imigrantes na fronteira dos EUA
O aumento das temperaturas também pode ter sido uma grande influência, desencorajando as pessoas a enfrentarem o calor potencialmente letal

A queda pode ser o reflexo sazonal ou o sinal de que a política de “tolerância zero” do Presidente Donald Trump tenha surtido efeito

Em junho, caiu o número de prisões efetuadas pelos agentes da Alfândega e Patrulha da Fronteira (CBP) na divisa com o México desde fevereiro desse ano; revertendo o aumento durante 4 meses seguidos. A queda pode ser o reflexo sazonal ou o sinal de que a política de “tolerância zero” do Presidente Donald Trump de acionar criminalmente todos os adultos que entrarem clandestinamente nos EUA esteja surtindo efeito.

O CBP efetuou 34.057 prisões na fronteira com o país vizinho durante junho, uma queda de 16% com relação às 40.344 detenções em maio. A contagem de junho é preliminar, portanto, pode ser alterada. Mesmo assim, as prisões são mais que o dobro que as 16.077 prisões ocorridas em junho de 2017.

A CBP, responsável também pela Patrulha da Fronteira, evitou comentar os números, alegando estar esperando a divulgação pública “para garantir consistência e precisão”.

No início de maio, a administração atual informou que processaria judicialmente qualquer entrada clandestina nos EUA, incluindo adultos acompanhados dos filhos. A separação de mais de 2 mil crianças dos pais gerou ultraje internacional e Trump decidiu suspender a prática em 20 de junho, determinando que as famílias permanecessem juntas.

O comissário do CBP, Kevin McAleenan disse aos patrulheiros para pararem temporariamente de enviar os casos ao Departamento de Justiça (DOJ), a menos que os pais tenham antecedentes criminais ou o bem-estar da criança esteja em risco. A decisão ocorreu “poucas horas” depois que Trump assinou um decreto que evita a separação de famílias.

Semana passada, McAleenan disse aos repórteres que o índice de prisões na fronteira estava caindo em junho, mas que ele não divulgaria os números até o comunicado público em julho. “Eu acredito que o foco na segurança na fronteira tenha tido um impacto nas entradas clandestinas”, comentou.

O aumento das temperaturas também pode ter sido uma grande influência, desencorajando as pessoas a enfrentarem o calor potencialmente letal na maior parte da Califórnia, Arizona, Novo México e Texas. As detenções caíram entre maio e junho em 4 dos 5 anos consecutivos, sendo 2017 a exceção. Ainda assim, a queda mês a mês é perceptível. O índice despencou em 2014, disparou em 2015 e caiu quase 20% em 2013 e 2016.

Os números não incluem as atividades nos postos de entrada, pois os patrulheiros vigiam entre eles e não atuam neles.

 

 

 

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