Cai o número de países que não recebem cidadãos deportados por Trump

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A administração Trump (esq.) adotou uma postura mais agressiva com relação aos países recalcitrantes do a do ex-Presidente Obama (dir.)

Somália, Iraque, Afeganistão, Argélia, Burkina Faso, Gambia, Mali, Senegal e Serra Leoa saíram da lista

A administração Trump tem fortalecido a campanha de deportar criminosos estrangeiros ilegais aos fazer com que seus países de origem os aceitem de volta, segundo o Departamento de Segurança Nacional (DHS). Em decorrência do sucesso na mudança de postura do Iraque, a administração planeja diminuir o número de nações “recalcitrantes”, mesmo que tenha a prisão de imigrantes indocumentados e aqueles que possuem antecedentes criminais.

“É uma notícia muito boa. Isso demonstra que alguns países não podem continuar mais com essa queda de braço, pois haverá consequências”, disse Jessica Vaughan, do Centro de Estudos Migratórios (CIS).

O Departamento de Imigração (ICE) informou que as administrações Obama e Trump, com os departamentos de Relações Exteriores e Segurança Nacional, cortaram o número de nações recalcitrantes pela metade.

Entre adulações, ameaças e punições reais, o DHS conseguiu diminuir drasticamente o número de países que habitualmente se recusavam a aceitar seus cidadãos que os EUA tentavam deportar, informaram as autoridades na terça-feira (4), representando uma vitória migratória para a administração Trump. O número de países recalcitrantes caiu de 20 para 12 desde a eleição presidencial nos EUA e alguns países, como o Iraque e Somália, deixaram a antiga presença e saíram da lista. A lista dos países é a mais curta desta década.

Os representantes do ICE não souberam informar quantas pessoas já foram deportadas devido às mudanças, mas a Somália recebeu 259 cidadãos nos 7 meses do ano fiscal. O número é muito mais alto que os 198 em 2016 e 17 em 2015. Marlen Pineiro, diretora assistente das operações de remoção do ICE, disse que os esforços começaram durante a administração Obama, mas Trump criou um foco determinado no DHS e Relações Exteriores, sendo ambos envolvidos em acelerar as deportações.

“O vento em nossas asas realmente nos faz avançar”, disse ela.

Em muitos casos, isso significa que criminosos que seriam liberados de volta às ruas estão agora sendo retornados aos seus países de origem. Há muito tempo, os países recalcitrantes têm sido um problema sério que não era muito abordado, mas que as consequências podem ser desastrosas. Em um caso notório, o Haiti se recusou a aceitar de volta um imigrante indocumentado que cumpriu pena por tentativa de homicídio e as autoridades americanas foram forçadas a liberá-lo. Ele matou uma jovem em Connecticut em pouco tempo depois de sua liberação.

Outro imigrante indocumentado, Thong Vang, que foi liberado da prisão em 2014 depois de cumprir pena por estupro e Laos se recusou a recebê-lo de volta. Ele foi enviado à uma penitenciária na Califórnia em 2016, onde atirou em 2 guardas, informou a polícia.

Tendo como base esses casos, Trump fez dos países recalcitrantes parte de sua campanha presidencial. Ele prometeu pressionar os países a aceitarem seus deportados. Um dos primeiros decretos de lei assinados por ele instruiu o DHS a pressionar os países, inclusive ameaçando a suspensão de vistos para as autoridades governamentais que se recusassem a cooperar.

Os países que saíram recentemente da lista são: Somália, Iraque, Afeganistão, Argélia, Burkina Faso, Gambia, Mali, Senegal e Serra Leoa. Já os países que permanecem na lista são: Burma, Camboja, Eritréia, Guiné, Iran, Laos, Marrocos, Sudão do Sul e Vietnam. Hong Kong foi adicionada à lista em julho porque a política de repatriação da região é controlada pela China.

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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