Campanha contra premiação de Bolsonaro no Texas agita o Twitter

Foto8 Jair Bolsonaro Campanha contra premiação de Bolsonaro no Texas agita o Twitter
A possibilidade de Bolsonaro ser homenageado no Texas, após a rejeição em Nova York, deu origem à uma campanha contra o evento na rede social

O movimento #TexasCancelBolsonaro está nos assuntos principais da rede social, acumulando mais de 4 mil mensagens 

A polêmica se o Presidente Jair Bolsonaro deve receber a homenagem “Personalidade do Ano 2019”, concedido pela Câmara do Comércio Brasil-EUA, também já chegou ao Texas. A campanha #TexasCancelBolsonaro está nos assuntos principais do Twitter, acumulando mais de 4 mil mensagens na rede social. O prefeito de Dallas (TX), Mike Rawlings, é a favor dos refugiados, contras as armas, já se fantasiou de um dos membros da banda gay Village People e é democrata como o prefeito de Nova York, Bill de Blasio.

“Diga não a Bolsonaro no Texas! Conforme notícias, Bolsonaro estaria recebendo o Personalidade do Ano dele em Dallas. Se você for do Texas ou tem negócios lá, assine a petição #TexasCancelBolsonaro”, postou James N. Green, em inglês, no Twitter.

Após ter anunciado na sexta-feira (3) o cancelamento da viagem agendada à Nova York para receber o prêmio “Personalidade do Ano 2019”, o Presidente Jair Bolsonaro, sem dar detalhes aos jornalistas, disse na noite de segunda-feira (6) que ainda “vai aos EUA”. Ele seria homenageado durante o jantar de gala organizado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA, que ocorrerá na terça-feira (14).

Simpatizantes do Presidente tentam transferir o evento para Dallas (TX), entretanto, o prefeito da cidade, Mike Rwalings, também é democrata, como Bill de Blasio, de Nova York, ou seja, há o risco de outra rejeição política. O Texas é um estado conservador e os aliados de Bolsonaro avaliam que, devido a isso, a receptividade lá seja maior. A homenagem a ele tem sido alvo de protestos e mobilizou ativistas defensores do meio-ambiente e dos direitos LGBTQ contra o evento. Dallas fica localizada a 3 horas de voo de Nova York. Em 2018, Bolsonaro e o filho dele, Eduardo Bolsonaro, foram recebidos por Ted Cruz, senador republicano no Texas.

Figura polêmica e de extrema direita, Bolsonaro venceu as eleições presidenciais no Brasil por ampla margem em 2018. Entretanto, ele também é controverso e tem sido fortemente criticado pelos comentários homofóbicos, racistas e misóginos.

Através do Twitter, Blasio celebrou a desistência da viagem de Bolsonaro aos EUA. “O Jair Bolsonaro acabou de aprender da forma mais difícil que os nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Nós denunciamos o preconceito dele. Ele correu. Não estou surpreso. Geralmente, os valentões não aguentam um soco. @jairbolsonaro. Já vai tarde. O seu ódio não é benvindo aqui”, diz a postagem.

Após o comentário de Blasio, grupos defensores dos direitos dos gays, lésbicas e transexuais (LGBTQ) se mobilizaram e, posteriormente, a empresa aérea Delta, a firma de consultoria Bain & Company e, finalmente, o jornal Financial Times, um dos principais patrocinadores do jantar de gala, cancelaram o apoio.

A vinda de Bolsonaro aos EUA não incluía somente a participação no jantar de gala, mas também outros encontros agendados pelo mercado financeiro, incluindo uma visita a Miami (FL) para reunião com a base eleitoral dele e representantes republicanos. Na sexta-feira (3), depois do cancelamento da participação do Presidente no jantar de gala em Nova York, a Câmara de Comércio informou através de nota que o prêmio ocorreria conforme o agendado.

 

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