Canadense é banido dos EUA ao tentar ser voluntário em festival

Foto4 Passaporte canadense Canadense é banido dos EUA ao tentar ser voluntário em festival
O documento recebido por Kyle Kuchirka, de 25 anos, informava que ele estava proibido de entrar nos EUA durante 5 anos

O cenógrafo Kyle Kuchirka, de 25 anos, disse às às autoridades que ele estava sendo pago apenas com refeições gratuitas

Um canadense alega que os agentes de fronteira dos EUA o proibiram de entrar no país durante 5 anos porque pensavam que ele “roubaria” empregos nos EUA. Kyle Kuchirka, de 25 anos, tentou atravessar a fronteira em 29 de agosto para se voluntariar em um festival de música quando lhe foi negada a entrada nos Estados Unidos, segundo a Canadian Broadcasting Corporation.

O cenógrafo da região canadense de Saskatoon disse aos agentes de fronteira dos EUA que iria se voluntariar no Sh’Bang Art Festival, em Washington. O comentário resultou em 4 horas de interrogatório. No final Kuckirka recebeu um documento informando que ele “não tem autorização para trabalhar” nos EUA.

O documento também dizia que ele estava proibido de entrar no país por 5 anos.

O recém-formado tentou defender-se, dizendo às autoridades que ele estava sendo pago apenas com refeições gratuitas. Entretanto, os agentes de fronteira não mudaram de opinião, relatou o jovem.

Ao invés disso, um patrulheiro devolveu o passaporte de Kuckirka com os dizeres “ordem de remoção” escrita à mão em uma página, segundo ele.

O Serviço de Alfândega & Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) informou através de um comunicado enviado ao canal de TV CBC News que não discutia casos individuais. As autoridades frisaram que há várias razões para proibições de viagens durante 5 anos.

O advogado que contatou o CBP, Len Saunders, disse que Kuckirka e outros canadenses que foram rejeitados na fronteira enfrentaram “remoções aceleradas”.

Saunders explicou que os procedimentos são executados a critério dos oficiais de imigração, ou seja, sem um juiz. “Até recentemente, eu nunca esperava que as pessoas recebessem essas remoções aceleradas de maneira tão aleatória”, disse Saunders. “É muito, muito indiscriminado como eles estão fazendo isso”.

 

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