Caravana de imigrantes na fronteira desafia Presidente Trump

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A entrada de 8 mulheres e crianças nos EUA encorajou outras pessoas que ainda aguardam na fronteira e também esperam ser admitidas

Na segunda-feira (30), agentes da CBP abriram os portões para 8 mulheres e crianças, no posto de San Ysidro  

Apesar das críticas do Presidente Donald Trump postadas no Twitter, os inspetores na fronteira com o México permitiram que alguns dos imigrantes centro-americanos que buscam asilo nos EUA entrassem no país para registro. A decisão terminou o impasse breve sobre a falta de espaço, entretanto, os imigrantes que cruzaram o México numa caravana ainda enfrentam um caminho longo rumo à legalização. Contrariando as postagens furiosas no Twitter de Trump e as ameaças do Promotor de Justiça Jeff Sessions, foi permitida a entrada nos EUA de 8 mulheres e crianças; encorajando outras pessoas que ainda aguardam na fronteira e também esperam ser admitidas nos EUA.

Os organizadores da caravana são 8 componentes do grupo criticados por Trump que viajaram a pé ou em cima de vagos de trens de carga desde a região sul do México até a cidade fronteiriça de Tijuana, onde puderam dar entrada nos pedidos de asilo. A Patrulha da Fronteira (CBP) não divulgou o número de pessoas que já pediram asilo. Cerca de 140 outras pessoas ainda esperam do lado mexicano para se entregarem no posto da Alfândega de San Ysidro em San Diego (CA), um dos mais movimentados nos EUA, relatou Alex Mensing, organizador do projeto Pueblo Sin Fronteras, o qual lidera a caravana.

“Os ânimos estão em alta, pois haviam notícias boas para todos”, disse Mensing do lado da fronteira mexicana, momentos depois de saber que algumas pessoas foram autorizadas a cruzar para o lado dos EUA. Semana passada, os advogados voluntários que atuam em Tijuana alertaram aos pais centro-americanos que eles poderiam ser separados dos filhos e ficarem detidos por diversos meses enquanto os casos de asilo estão pendentes.

As pessoas que buscam asilo geralmente ficam detidos na fronteira por 3 dias e depois transferidos para a custódia do Departamento de Imigração (ICE). Caso elas passem a etapa inicial, essas pessoas podem ser liberadas com braceletes magnéticos num dos calcanhares enquanto aguardam a resolução dos casos nas Cortes de imigração; o que pode demorar vários anos. Quase 80% daquelas que buscaram asilo passaram na etapa inicial, entre outubro e novembro, entretanto, poucas delas terão os pedidos de asilo aceitos.

Entre 2012 e 2017, o índice de negação entre os salvadorenhos que pediram asilo foi de 79%, segundo a pesquisa realizada pelo Syracuse University’s Transactional Records Action Clearinghouse. Os hondurenhos ficaram logo atrás com 78% no índice de negação, seguidos dos guatemaltecos com 75%.

A administração Trump criticou o que considera “furos nas leis” e política “pega e solta”; as quais permitem que as pessoas que solicitam asilo aguardem a resolução de seus casos em liberdade. Na segunda-feira (30), o Trump postou no Twitter que a caravana “demonstrou o quando fracas & ineficazes as leis migratórias dos EUA são”.

Dezenas de membros da caravana dormiram a segunda noite a céu aberto nas imediações do posto de San Ysidro e comemoraram, na tarde de segunda-feira (30), quando a CBP abriu os portões para as 8 mulheres e crianças.

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