Casa Branca limita imigração legal aumentando tarifas e negando vistos

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O índice de negação do visto H-1B mais que triplicou desde 2015, enquanto que os pedidos para informações adicionais nos processo quase dobraram

O índice de negação do visto H-1B mais que triplicaram desde 2015, enquanto que os pedidos para informações adicionais nos processo quase dobraram

Apesar de ocasionalmente expressa apoio à imigração legal, a administração Trump está impondo restrições à ela, ao negar ou atrasar os vistos H-1B para trabalhadores altamente especializados. Além disso, o Governo está propondo o aumento na tarifa para os estrangeiros que solicitam asilo, cidadania e residência legal permanente (green cards). O Departamento de Segurança Nacional (DHS) quer aumentar o valor das tarifas na média de 21%, publicou o Federal Register, na quinta-feira (14). A população tem 30 dias para comentar.

“Este ajuste proposto nas tarifas garantiria que mais candidatos cubram o custo de suas aplicações e minimiza os subsídios de um sistema já esgotado”, disse Ken Cuccinelli, diretor do Departamento de Cidadania & Serviços Migratórios (USCIS), que foi nomeado recentemente.

“É bastante claro que o objetivo da política é levantar novas barreiras significativas para aqueles que buscam asilo, candidatos ao green card e cidadania”, disse Doug Rand, que trabalhou com política migratória durante a administração Obama e sócio fundador do Boundless Immigration, uma companhia de tecnologia em Seattle. A empresa ajuda os imigrantes a obterem o green card e cidadania. Ele considerou a decisão “um armamento das tarifas do governo”.

O aumento das tarifas também se aplicaria a renovação dos 660 mil jovens indocumentados que foram trazidos aos EUA ainda na infância, através do programa “Deferred Action for Childhood Arrivals” (DACA). O programa sobrevive a tentativa da administração Trump de cancelá-lo através da Suprema Corte. A mudança afetaria particularmente os imigrantes vulneráveis, ou seja, os de baixa renda e solicitantes de asilo, disse Rand. Essa será a primeira vez em que as pessoas que fogem da perseguição terão que pagar tarifas. Iran, Fiji e Austrália são os único outros países a cobrá-las.

As aplicações para a cidadania aumentariam 60%, US$ 1.170, “o que pode equivaler ao salário mensal de alguém com renda mínima”, relatou Rand, frisando que a mudança também eliminaria a dispensa de tarifas para as pessoas de baixa renda.

“Na essência, a Casa Branca está criando um teste de riqueza para a cidadania e dizendo aos candidatos de baixa renda que eles não são benvindos na América de Trump”, disse Melissa Rodgers, diretora de programas no Immigrant Legal Resource Center em San Francisco (CA).

Aproximadamente, US$ 200 milhões gerados pelo aumento das tarifas seriam destinados ao Departamento de Imigração (ICE), o órgão que realiza deportações por “detecção de fraudes”.

O índice de negação do visto H-1B mais que triplicou desde 2015, enquanto que os pedidos para informações adicionais nos processo quase dobraram. A negação para os candidatos que proveram mais informações mais que dobraram. O índice de negações pulou de 4.3% no ano fiscal que terminou em 30 de setembro de 2015 para 15.2% no ano fiscal que terminou no final de outubro.

 

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