Celulares espiam e transmitem conversas, mesmo desligados, alerta analista

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“Todos eles permitem que o sistema do telefone grave aonde o usuário vai e muitos, senão todos, podem ser convertidos por controle remoto a aparelhos de escuta”, disse Stallman

Richard Stallman reconheceu a rapidez e praticidade disponibilizada pelas novas tecnologias, mas alertou para os riscos de dependência e vigilância

O programador nova-iorquino Richard Stallman, de 66 anos, é considerado uma verdadeira lenda viva no mundo da computação. Obcecado em manter a privacidade própria e alheia, ele alertou que “os celulares espiam e transmitem nossas conversas, mesmo desligados”.

Segundo ele, telefones celulares são bastante convenientes, embora existam alguns aspectos repreensíveis relacionados a eles. O programador alerta que os aparelhos podem ser usados para rastrear e vigiar seus portadores.

“Todos eles permitem que o sistema do telefone grave aonde o usuário vai e muitos, senão todos, podem ser convertidos por controle remoto a aparelhos de escuta. Além disso, a maioria deles são computadores com programas pagos instalados. Mesmo quer eles não permitam quer o usuário substitua o programa, outra pessoa pode substituí-lo por controle remoto. Uma vez que o programa pode ser substituído, nós podemos considera-lo o equivalente a um circuito. Uma máquina que permite a instalação de um programa é um computador e os computadores deveriam funcionar com programas grátis”, disse Stallman.

O programador, formado em Física em Harvard e Doutorado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que todo aparelho celular possui uma porta na parte de trás quer permite a conversa com um aparelho de escuta. Os telefones portáteis pode tornar a vida das pessoas mais angustiantes, pois elas podem se achar na obrigação de receber e responder mensagens de texto todos os dias; o que interrompe outras atividades.

“Talvez, a minha decisão em rejeitar esse tipo de conveniência devido a essa grande injustiça parece ter sido a melhor em termos de conveniência. Quando eu preciso telefonar para alguém, eu peço à uma pessoa próxima de mim. Caso eu utilize o aparelho celular de alguém, isso não fornece ao Governo (Big Brother) nenhuma informação sobre mim”, explicou Stallman.

A desconfiança do programador envolve até os cartões de fidelidade oferecidos gratuitamente pelos supermercados. “Eu me recuso a ter esses cartões de compradores frequentes em supermercados, caso eles tenham qualquer dado de identificação, pois eles são uma forma de vigilância. Eu estou disposto a pagar mais pela minha privacidade e para resistir a um sistema abusivo”, relatou.

“Entretanto, eu não me importo em usar o cartão de outra pessoa de vez em quando, para evitar a cobrança extra por não usar o cartão. Isso não me incomoda. Além eu uso um cartão de comprador frequente por comprar alguns tipos de coisa, pois eu o consegui anonimamente. Eu uso o número de viajantes frequentes oferecidos pelas companhias aéreas, pois elas exigem a minha identidade de qualquer forma”, acrescentou.

Com relação aos cartões de crédito, Stallman detalhou que tenta utilizá-los o menos possível e, geralmente, os usa para a compra de passagens aéreas, aluguel de carros, hotéis, pois essas companhias exigem a identidade dos clientes de qualquer forma.  Ele também paga determinadas contas com cheques, pois os credores já sabem o nome dele.

 

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