Chefe da Imigração em Newark esclarece mudanças na atuação do Ice

Foto17 John Tsoukaris Chefe da Imigração em Newark esclarece mudanças na atuação do Ice
“Nós ainda iremos atrás de indivíduos nessas cidades como fazemos em qualquer outra cidade”, disse John Tsoukaris sobre as polêmicas ‘cidades santuários’

John Tsoukaris, diretor do ICE na jurisdição de Newark, respondeu 9 perguntas feitas por jornalistas e ativistas  

Enquanto a administração Trump expande agressivamente o combate aos imigrantes indocumentados, John Tsoukaris é o responsável de implantar as novas políticas do presidente em New Jersey. Ele, diretor do Departamento de Remoção e Cumprimento das Leis do Departamento de Imigração (ICE) na jurisdição de Newark, detalhou que o decreto de lei, assinado por Trump em 25 de janeiro, expande a definição de “estrangeiros criminosos” e mudou as regras em seu departamento.

“O decreto de lei basicamente expande quem a gente deve prender”, disse ele durante uma entrevista no 11º andar do prédio federal no centro de Newark.

Tal expansão resultou em histórias de imigrantes indocumentados que vivem há muito tempo nos EUA e agora enfrentam a deportação, incluindo pessoas que chegaram na infância e postas em um avião rumo a países que elas não conhecem.

Tsoukaris, que trabalha há mais de 20 anos no ICE, informou que o departamento está cumprindo as leis federais, priorizando aqueles que cometeram crimes. “Todos os dias nós prendemos pessoas são criminosos perigosos na comunidade”, disse ele.

“A nossa missão é manter a segurança pública e nacional e proteger as nossas fronteiras e sistema migratório. Nós identificamos, prendemos e ultimamente removemos indivíduos que violaram as leis dos Estados Unidos e representam ameaça à sociedade ou nossas fronteiras e a integridade do nosso sistema”, acrescentou.

Com relação às polêmicas ‘cidades santuários’, Tsoukaris frisou que ”nós ainda iremos atrás de indivíduos nessas cidades como fazemos em qualquer outra cidade. Isso não impedirá que o ICE de focalizar em determinados indivíduos que representam ameaça à segurança pública ou marcado para prisão e remoção pelo ICE”.

Com relação aos rumores de que agentes de imigração estejam prendendo pessoas em pontos de ônibus ou supermercados, o diretor esclareceu que “eu quero simplesmente acrescentar que todas as nossas operações são focalizadas. Isso significa que estamos procurando por indivíduos específicos que conhecemos e os estamos focalizando devido ao seu histórico. Eu sei que há muitas matérias recentes na mídia sobre batidas e o ICE atuando em estações de ônibus, por exemplo. Isso simplesmente não é verdade. Todas as nossas operações são focalizadas e as pessoas que estão espalhando isso na comunidade estão disseminando o medo sem razão”.

“Absolutamente não. Todas as nossas operações são fiscalizadas. Isso significa que procuramos indivíduos específicos que conhecemos o histórico”, acrescentou.

A prisão de indocumentados também envolve o lado humanitário, pois muitas vezes envolvem mães e pessoas com problemas de saúde. “um exemplo pode ser alguém com problemas de saúde. Alguém que prendemos e que possa ter filhos na escola ou com a babá. Se nós prendermos uma mulher e ela nos disser que tem filhos na escola, mas ninguém para pegá-los, dependendo do histórico dela ou se ela não tiver antecedentes criminais, nós a liberaríamos para que retorne posteriormente à uma audiência de imigração”, concluiu.

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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