China lidera número de indocumentados nos EUA

Foto23 Wei Lee China lidera número de indocumentados nos EUA
Filho de imigrantes chineses, o paulista Wei Lee, de 28 anos, vive com a família em San Francisco (CA) (Foto: NY Times)

Depois do México, Guatemala, El Salvador e Honduras, o maior número de indocumentados no país vem da China

Há 11 milhões deles, conforme estimativas, trabalhando na agricultura nos EUA, no topo de prédios, cozinhas de restaurantes, lotando salas de aulas, centros de detenção e tribunais de imigração. No pensamento do público, os indocumentados, pessoas que moram no país em situação migratória irregular, são hispânicos; a maioria mexicana que cruzou clandestinamente a fronteira ao sul do país. Nos olhos dos ativistas, eles são famílias e trabalhadores, ocupando as vagas de trabalho que ninguém quer, não se envolvendo em problemas, aqui somente em busca de uma vida melhor para eles e seus filhos. Na Casa Branca, eles são párias, criminosos que ameaçam as vizinhanças americanas, roubam os empregos dos americanos, drenam os recursos e exploram a generosidade americana: Eles são pessoas que deveriam ser e serão deportadas. Os imigrantes ilegais podem ser várias dessas coisas e muito mais. Onze milhões permitem uma variedade considerável, repleta de contradições.

Talvez, não haja símbolo mais poderoso sobre como a população norte-americana associa a imigração clandestina com o México do que a proposta do Presidente Donald Trump de construir um muro ao longo da fronteira com o país vizinho. Entretanto, muitos dos indocumentados não são mexicanos; quase um quarto deles é se quer hispânico. Depois do México, Guatemala, El Salvador e Honduras, o maior número de indocumentados vem da China, calcula-se 268 mil, um dos 23 países que não aceita seus cidadãos deportados dos EUA. A administração Trump prometeu pressionar todos a fazê-lo.

Estatísticas revelam que cerca de 60% dos indocumentados vivem nos EUA há pelo menos 1 década, segundo o Migration Policy Institute. Um terço dos indocumentados com idade mínima de 15 anos vivem com pelo menos 1 criança que é cidadã americana nata. Um pouco mais de 30% compram casas e somente uma fração mínima foi condenada por crimes ou delitos. Obviamente, como a administração Trump tem enfatizado, simplesmente viver indocumentado nos EUA se tornou crime.

. Brasileiro e asiático:

Em 2005, vistos de turista trouxeram o brasileiro Wei Lee e seus pais a San Francisco (CA), onde seus pais, que imigraram da China, possuíam um restaurante na região metropolitana de São Paulo. Eles permaneceram nos EUA depois do vencimento dos vistos. Após ser roubado e agredido em 2013, Lee recebeu recentemente o visto U, destinado às vítimas de crimes. Seus pais, entretanto, permanecem indocumentados.

“Algumas pessoas não entendem direito, elas pensam que as pessoas chegam aqui e ultrapassam o prazo do visto de propósito, mas há diversos fatores que levam a isso”, disse Wei, de 28 anos, que se graduou na universidade e agora trabalha na ajuda a jovens indocumentados asiáticos. “Os meus pais tiveram que tomar uma decisão para mudar de vida”, acrescentou ele ao jornal NY Times.

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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