Começa julgamento de avós brasileiros acusados de sequestrar neto

Foto16 Chris e Nico Brann Começa julgamento de avós brasileiros acusados de sequestrar neto
O médico americano Chris Brann e o filho Nico Brann, que tornou-se o centro de uma batalha judicial
Foto16 Carlos e Jemima Guimaraes Começa julgamento de avós brasileiros acusados de sequestrar neto
Carlos e Jemima Guimarães foram presos quando retornaram aos EUA para participar da festa de aniversário de outro neto

O americano Chris Brann passou horas no tribunal acusando os ex-sogros Carlos e Jemima Guimarães

Na quarta-feira (9), em Houston (TX), o médico Chris Brann passou o segundo dia testemunhando no julgamento contra seus ex-sogros, Carlos e Jemima Guimarães. O americano é o pai de um menino de 8 anos, Nico Brann, que o centro de um caso internacional de sequestro. As informações são do canal de TV local ABC 13 Eyewitness News.

Os Guimarães foram presos nesta primavera quando retornaram aos EUA para participar da festa de aniversário de outro neto. Marcelle e Nico sempre permaneceram no Brasil, portanto, fora do alcance jurídico dos promotores norte-americanos. No depoimento que começou na manhã de quarta-feira (9), Brann testemunhou longamente sobre como ele e sua agora ex-esposa se conheceram, namoraram e se casaram. O casal se conheceu na escola de pós-graduação da Universidade Rice e se casou, enquanto Brann ainda era médico residente.

O americano citou a alegria com o nascimento de Nico, mas também dos problemas no  casamento. Ele testemunhou que muitas vezes ocorreram brigas entre o casal por causa do dinheiro e seu desejo de assistir pornografia. As brigas, às vezes, se tornaram físicas. Brann disse que o casal passou por aconselhamento profissional antes de Marcelle Guimarães, eventualmente, pedir o divórcio.

O advogado de defesa Rusty Hardin do casal brasileiro apresentou a Brann uma série de questionamentos. Aparentemente,  a estratégia da defesa era tentar desacreditar o pai do menino. Hardin apresentou um e-mail entre Brann e sua ex-esposa, Marcelle Guimarães, no qual ele admitiu ter empurrado e agredido a ex-mulher. Hardin perguntou se ele considerava esse incidente violência doméstica, e ele alegou autodefesa. Brann disse aos jurados que o incidente aconteceu quando Marcelle agarrou seus órgãos genitais e apertou com força. Ele se defendeu, com a intenção de fugir, testemunhou.

Hardin também perguntou ao médico sobre outro e-mail enviado há 6 anos, no qual Brann escreveu que tinha vício em pornografia, a que ele se referiu como uma “doença”. Na audiência de quarta-feira (9), ele disse aos jurados não acreditar que isso seja uma doença, pois o vício em pornografia nunca foi listado no Manual Diagnóstico & Estatísticas de Transtornos Mentais.

Brann também testemunhou que assistiu à pornografia e se masturbou no trabalho em uma ocasião em 2012 quando ainda era estagiário. Hardin perguntou-lhe se isso teria criado problemas no casamento. Brann respondeu que sim.

Hardin afirmou aos jurados que foi o vício da pornografia de Brann que levou às brigas e ao fracasso do casamento. Brann disse ao júri que ele concordou que o vício foi um dos vários fatores que levaram a problemas no casamento. Brann testemunhou que sua esposa se tornou mais “agressiva” quando o casamento piorou, muitas vezes impedindo-o de sair da sala durante as brigas.

Aparentemente, a defesa está tentando criar a impressão de que Brann está usando os avós como ferramenta para recuperar o filho. O médico disse aos jurados que ele tem feito e continuará a fazer tudo o que puder para trazer seu filho de volta aos Estados Unidos.

Brann depôs durante mais de 13 horas e encerrou o testemunho na quinta-feira (10). O julgamento deve durar o total de 3 semanas.

 

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