Coronavírus já matou mais de 1 mil pessoas na China

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O vírus foi oficialmente batizado pelas autoridades médicas internacionais de “Covid-19”

As mortes recentes elevaram o número de vítimas fatais na China

A província chinesa de Hubei, a mais atingida, registrou 103 mortos, o maior número de mortos em um dia desde que o vírus começou a se espalhar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o vírus representa uma “ameaça muito grave” para o resto do mundo. Na terça-feira (11), o número de mortos pelo surto de coronavírus no país superou 1 mil pessoas. Em virtude disso, a entidade alertou que os países não devem deixar a epidemia ficar fora de controle. As mortes recentes elevaram o número de vítimas fatais na China continental para 1.016.  Na terça-feira (11), o vírus foi oficialmente batizado pelas autoridades médicas internacionais de “Covid-19”, facilitando assim a distinção do patógeno em pesquisas laboratoriais.

Atualmente, existem mais de 42 mil casos confirmados na China, além de 319 em 24 outros países, incluindo uma morte, segundo a OMS e as autoridades de saúde chinesas. O surto representa uma “ameaça muito grave para o resto do mundo”, informou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na terça-feira (11), discursando para mais de 400 pesquisadores e autoridades nacionais no início de uma reunião de 2 dias para chegar ao acordo sobre um roteiro sobre como encontrar uma cura e vacina para o vírus.

“No final é solidariedade, solidariedade, solidariedade. Isso é especialmente verdade em relação ao compartilhamento de amostras e sequências genéticas”, relatou Tedros. “Para derrotar esse surto, precisamos de um compartilhamento aberto e equitativo, de acordo com os princípios de justiça e equidade”.

Na China, o presidente Xi Jinping pediu medidas “decisivas” para combater o surto, em uma visita a um hospital de primeira linha em Pequim. Xi usava uma máscara facial e verificou sua temperatura enquanto visitava médicos, enfermeiros e pacientes afetados pelo surto. Ele também disse que a situação ainda é “muito grave”, segundo a emissora estatal CCTV.

Enquanto isso, a chefe-executiva de Hong Kong, Carrie Lam, informou que seu governo consideraria colocar dispositivos de rastreamento em pessoas que violam os regulamentos de quarentena. Ela também pediu “coesão social” durante o surto e encorajou os moradores a ficar em casa o máximo possível.

O surto também está criando uma perspectiva sombria para a taxa de crescimento econômico da China, que pode diminuir em até um ponto percentual em 2020, de acordo com um membro sênior de um grupo de especialistas que analisa o governo.

Zeng Gang, vice-presidente da Instituição Nacional de Finanças e Desenvolvimento, comparou a crise atual com a epidemia de SARS de 2003, quando o crescimento da China foi reduzido em cerca de 2 pontos percentuais em um único trimestre fiscal.

“Atualmente, de acordo com diferentes premissas do cenário, os pesquisadores esperam que o impacto negativo da epidemia no crescimento do PIB em todo o ano esteja na faixa de 0,2% a 1%”, disse ele. No entanto, se a resposta oficial à epidemia for rápida e eficaz, as tendências de crescimento ao longo prazo podem não ser significativamente afetadas.

Ele também acrescentou que a “situação do emprego não é otimista”, em relação a possíveis problemas após o estresse econômico causado às pequenas empresas por causa do vírus. Enquanto isso, o navio Diamond Princess que continha mais de 3.700 passageiros e tripulantes a bordo ainda está em quarentena no porto japonês de Yokohama, com 65 infecções adicionais relatadas. O número de casos confirmados no navio agora é de 135 pessoas oficialmente infectadas com o vírus mortal.

 

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