Dados de turistas são roubados em ataque cibernético nos EUA

Foto13 Sistema de reconhecimento facial Dados de turistas são roubados em ataque cibernético nos EUA
O ataque cibernético enquanto o CBP implanta o sistema de reconhecimento facial nos 20 aeroportos mais movimentados dos EUA até 2021

Quase 100 mil pessoas tiveram suas informações comprometidas no ataque, segundo as autoridades

Um banco de dados da Patrulha da Fronteira (CBP) que continha fotografias e imagens de placas de veículos de viajantes que entraram e saíram dos EUA foi “invadido durante um ataque cibernético”. Uma empresa terceirizada que presta serviços para o CBP sofreu a invasão que expôs milhares de fotos de viajantes, informou o órgão na segunda-feira (10), o que foi considerado um “ataque cibernético malicioso”.

O banco de dados que continha as fotos dos viajantes e as imagens das placas de veículos foi transferido para a rede da empresa terceirizada sem a autorização ou conhecimento, explicou o CBP. O sistema da empresa terceirizada sofreu um ataque cibernético, mas o CBP informou que seus próprios sistemas não foram comprometidos.

As fotos envolvidas foram tiradas de viajantes em veículos que entraram e saíram dos EUA em pistas específicas num posto único de entrada durante o período de 1 mês e meio. Quase 100 mil pessoas tiveram suas informações comprometidas no ataque, segundo as autoridades.

Nenhuma outra informação de identificação estava incluída com as fotos e nenhuma imagem de passaportes ou outros documentos foram acessados. As imagens de passageiros aéreos e os processos de entrada e saída também não foram envolvidos.

O ataque cibernético ocorreu durante a implantação do sistema biométrico de entrada e saída do CBP, o qual verifica biometricamente a identidade de todos os viajantes que cruzam as fronteiras dos EUA. O CBP corre contra o tempo para implantar o sistema de tecnologia de reconhecimento facial em “100% de todos os passageiros internacionais”, incluindo cidadãos americanos, nos 20 aeroportos mais movimentados do país até 2021. Ativistas contrários ao projeto alegam que o sistema burla as leis de privacidade.

Em maio, o jornal The Register publicou que a Perceptics, a fabricante de leitores de placas de veículos utilizados pelo governo dos EUA e cidades para identificar e monitorar pessoas, sofreu um ataque cibernético e seus dados jogados online. O CBP não informou se os ataques ocorridos na Perceptics e na empresa terceirizada estão relacionados.

 

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