Democratas pressionam o Governo em apoio aos “Dreamers”

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Os líderes democratas querem saber se Nielsen pedirá abertamente o Congresso a aprovação do bipartidário Dream Act

Vinte senadores democratas enviaram uma carta a Kirstjen Nielsen, diretora do DHS

Um grupo de senadores democratas está pressionando o Presidente Donald Trump a liderar o Departamento de Segurança Nacional (DHS) a apoiar uma legislação bipartidária que proteja da deportação milhares de imigrantes indocumentados trazidos aos EUA ainda na infância, conhecidos como “Dreamers”. Numa carta enviada a Kirstjen Nielsen, diretora do DHS, os 20 legisladores disseram que ela havia concordado durante a cerimônia de posse dela no início de novembro com a necessidade de uma legislação que conceda aos Dreamers a possibilidade de obter a cidadania norte-americana. Eles querem saber se ela pedirá abertamente o Congresso a aprovar o bipartidário Dream Act para “prover a solução que você mesma reconheceu ser necessária”.

O porta-voz da Casa Branca, Raj Shah, respondeu que Nielsen não expressou apoio por nenhuma legislação específica durante a cerimônia de posse dela. “A administração Trump determinou prioridades para uma reforma migratória responsável, a qual nós esperamos o Congresso adote”, disse Shah.

A carta também tem o objetivo de questionar Nielsen sobre políticas migratórias polêmicas. Por exemplo, eles perguntaram se ela acredita que os imigrantes centro-americanos que vivem nos EUA em status de proteção temporário (TPS) devam ser retornados aos seus países de origem.

Kirstjen, escolhida por Trump, disse não ser necessário um muro que cubra toda a fronteira com o México e demonstrou simpatia com os jovens indocumentados que imigraram aos EUA ainda na infância. A opinião dela é similar a dos outros diretores do órgão, embora Trump tenha prometido a construção do muro durante a campanha eleitoral. O chefe da Casa Branca, John Kelly, disse que a geografia e os custos tornariam essa ideia inviável.

Cercas já estão instaladas em algumas áreas da fronteira, mas o terreno acidentado e propriedades privadas dificultariam a construção de uma barreira física. Nielsen ocupou a vaga deixada com a saída de Kelly, resultado de uma reforma na administração atual que culminou na saída forçada do ex-chefe Reince Priebus.

A administração Trump tem considerado a apresentação de protótipos do muro como sinal de progresso numa das principais promessas de campanha do atual presidente dos EUA, mas tal obra poderá custar bilhões de dólares. Até o momento, o Congresso tem demonstrado pouca empolgação na alocação de fundos para o projeto e o México tem prometido repetidas vezes que não arcará com o custo da construção, apesar de Trump afirmar que o país vizinho o fará.

Trump iniciou o processo de cancelamento do Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA), que protege da deportação cerca de 800 mil jovens indocumentados que imigraram aos EUA ainda na infância. Perguntada sobre o programa, Nielsen respondeu que o Congresso “deve” chegar a um acordo para mantê-lo definitivamente e deu a entender que adotaria uma abordagem mais flexível, caso o Congresso falhe em aprovar uma proposta.

“Nós devemos a eles (Dreamers) encontrar uma solução permanente”, disse ela.

Caso o programa expire, comentou Nielsen, ela não focalizaria os agentes do Departamento de Imigração (ICE) nos jovens já beneficiados pelo programa e não permitiria no geral que o ICE acesse as informações pessoais apresentadas nas aplicações para o DACA.

 

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