Deportado dos EUA por suspeita de homicídio é inocentado no Brasil

Foto1 Varley Ramos da Costa  Deportado dos EUA por suspeita de homicídio é inocentado no Brasil
Valey R. Costa foi acusado de ter entecomendado o assassinato do vigilan Luciano Carvalho Souto, de 31 anos, em 2005
Foto1 Varley Ramos da Costa Deportado dos EUA por suspeita de homicídio é inocentado no Brasil
Varley Ramos da Costa, de 54 anos, se emociona quando lembra os mais de 2 anos que passou injustamente na penitenciária

Varley R. Costa foi acusado de ter encomendado o assassinato de Luciano Carvalho Couto, de 31 anos, ex-namorado da esposa dele, Sueli Gomes, de 48 anos

Na segunda-feira (5), em audiência, o júri popular da 3ª Vara de Crimes Dolosos Contra a Vida, de Goiânia (GO), absolveu o carpinteiro Varley Ramos da Costa, de 54 anos. Ele era o principal suspeito de ter encomendado o assassinato do ex-namorado da esposa: Luciano Carvalho Couto, de 31 anos. O crime aconteceu em 2005. As informações são da União Goiana dos Policiais Civis (UGOPOCI).

A sessão judicial que estava marcada para iniciar às 8h30 da manhã, se estendeu até à tarde. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara presidiu a audiência, que contou com a decisão do júri formado por 5 homens e 2 mulheres.

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) requereu a condenação do acusado, alegando que tudo apontava Varley R. Costa como mandante do homicídio. Ele havia se mudado para os EUA 3 anos antes do crime. Entretanto, a mulher dele tinha ficado no Brasil e mantido um relacionamento amoroso com a vitima. Mas, em 2005, ela também saiu do país, onde deixaria os filhos na companhia do pai dela. Na véspera de retornar ao Brasil, Varley teria encomendado o crime a dois homens.

Luciano Couto foi morto a tiros em dezembro de 2005. O assassinato aconteceu na porta da casa dos pais dele, no setor Capuava, na região Oeste de Goiânia. As investigações da polícia apontaram que o assassinato foi encomendado.

Varley Ramos da Costa foi deportado dos EUA e preso em outubro do ano passado, sendo mantido na Central de Triagem do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. O MP-GO tem 5 dias para decidir se vai recorrer da decisão da justiça.

Depois de quase 2 anos e 2 meses na prisão, o carpinteiro foi colocado em liberdade na tarde desta terça-feira (6). Na segunda-feira (5) ele foi absolvido da acusação de encomendar a morte do vigilante Luciano Carvalho Couto, assassinado em 15 de dezembro de 2005, aos 31 anos.

“Eu pedia a Deus todos os dias, pedia e orava a Deus que eu ia conseguir sair daqui, porque não é justo uma pessoa inocente ficar presa num lugar daquele ali, correndo risco de vida toda hora. Ali, naquele lugar, pode acontecer igual aconteceu em Altamira, no Pará, aquele massacre lá”, relatou Varley ao jornal Popular, no fim da tarde desta terça-feira (6), a poucos metros da entrada principal do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde aguardava a chegada de sua família para ir embora.

O carpinteiro nega qualquer relação com a morte de Luciano, em 2005. “Não tinha a mínima noção de que eu era um suposto assassino. Eu nunca fiz mal nem a um passarinho”.

A maioria do júri, na segunda-feira, entendeu que Varley não era culpado, o que resultou na sua soltura nesta terça-feira. “Nossa, foi maravilhoso. Eu chorei muito”, falou Varley sobre o julgamento.

O carpinteiro conta que morava nos Estados Unidos desde 2002. Em 2004 Suely teria se mudado para lá. Pouco antes dela ir, os dois filhos do casal já tinham se mudado para lá também. Tempo depois, Varley diz que todos voltaram a morar juntos, na Pensilvânia.

O carpinteiro diz que se mudou para o país em busca de oportunidades. “A vida aqui estava difícil. Lá oferece uma maior chance para as pessoas que gostam de trabalhar”. Ele informa que quando foi estava separado de Suely e por lá chegou a ter outro relacionamento, mas que não soube do relacionamento da mulher com Luciano.

“Eu tive conhecimento desse fato no dia 13 de junho de 2017”. Essa foi a data de uma audiência marcada após ele ser preso, em 25 de maio de 2017, pelo Departamento de Imigração (ICE), por viver irregularmente nos EUA.

Questionado sobre como será de agora em diante, ele diz que “só benção”. “Eu quero tentar esquecer isso daí. Eu sei que vai ser difícil, mas em nome de Jesus eu vou conseguir.”

Em relação ao tempo que passou preso, apesar de agora ter sido considerado inocente, ele afirma que “ainda não tem em mente” se vai buscar algum tipo de reparação. “Mas eu creio que alguém tem que pagar por isso. Porque eu sofri muito entendeu…”, concluiu emocionado.

 

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