Detido pelo ICE, brasileiro poderá se casar com americana

Foto15 Edjann Henrique dos Santos Detido pelo ICE, brasileiro poderá se casar com americana
Edjann Henrique dos Santos imigrou com os pais para os EUA aos 13 anos de idade (Foto: Facebook)

Edjann Henrique dos Santos está há quase 1 ano preso no Centro de Detenções do Condado de Suffolk, em Boston (MA)

Durante quase 1 ano, Edjann Henrique dos Santos, de 29 anos, morador em Massachusetts, está detido num centro do Departamento de Imigração (ICE). Ele imigrou para aos EUA com seus pais quando tinha 13 anos de idade e planejava casar-se com a noiva, Katherine Machado, residente em Fall River (MA), quando foi detido pelas autoridades migratórias. Atualmente, ele está preso no Centro de Detenções do Condado de Suffolk, em Boston (MA).

Santos passou a adolescência nos EUA, estudando Contabilidade no Bristol Community College e Marketing na Bridgewater State University, segundo sua página no Facebook. Antes de ser preso pelo ICE, ele trabalhava como gerente numa empresa. Na quarta-feira (9), o advogado dele, Todd Pormeleau, apresentou à Corte Federal várias petições para que o brasileiro pudesse se casar. Ainda segundo o advogado, finalmente as autoridades migratórias informaram que não se oporiam ao casamento de Edjann com Katherine.

Na terça-feira (8), o Juiz Federal Mark L. Wolf acusou o Departamento de Defesa Nacional (DHS) de violar as próprias regras ao deter imigrantes que são casados ou noivos de cidadãos americanos por períodos longos sem notifica-los do seu direito à audiência ou avisar seus advogados. No mesmo dia, uma brasileira foi liberada e dois outros imigrantes foram liberados na quarta-feira (9).

“O Departamento de Segurança Nacional violou a lei por não seguir suas próprias regulamentações”, disse Wolf.

O canal WBUR foi o primeiro veículo de comunicação a denunciar que o ICE estava prendendo imigrantes durantes suas entrevistas de regularização de status. Dois brasileiros na audiência de terça-feira (8), Lucimar de Souza e Eduardo Junqueira, foram presos em janeiro e fevereiro, respectivamente, quando compareceram às entrevistas no escritório do Departamento de Cidadania & Serviços Migratórios (USCIS) para provar que seus casamentos, mas palavras de Wolf, “não eram fraudulentos”.

Lucimar reside em Everett (MA) com o marido americano. Eles estão casados desde 2006 e têm um filho de 10 anos. Eles se casaram anos depois que Souza recebeu uma ordem de deportação.

Antes de 2016, os cônjuges de cidadãos americanos que receberam ordens de deportação ou entraram clandestinamente nos EUA tinham que retornar aos seus países de origem enquanto esperavam o reconhecimento da legitimidade de seus casamentos, antes de obter a residência permanente (green card). Em 2016, essas regulamentações foram alteradas e passaram a permitir que esses cônjuges permanecessem no país enquanto esperavam a obtenção da residência permanente.

Junqueira, também brasileiro, mora em New Milford (CT) com a esposa americana e os dois filhos, de 9 e 10 anos. Ele entrou clandestinamente nos EUA 2 vezes e recebeu ordem de deportação, mas os advogados de defesa dele apresentaram um pedido de suspensão de remoção, na quarta-feira (9).

 

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