Doadores de muro na fronteira exigem o início das obras

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O veterano de guerra Brian Kolfage (foto) alegou que o “silêncio” faz parte da estratégia da campanha de construção do muro

Contribuintes da campanha pressionam para que a construção de um muro ao longo da fronteira dos EUA com o México inicie em breve

Um grupo privado dedicado à construção de um muro ao longo da fronteira dos EUA com o México, que angariou mais de US$ 20 milhões desde o início de 2019, ainda não deu início às obras. “We Build the Wall” (Nós construímos o muro, em tradução livre), uma ONG criada durante a paralização do governo em dezembro de 2018, alegou que está próxima a iniciar a construção. O fundador Brian Kolfage, recipiente da comenda Coração Púrpura e que teve as pernas e braço direito amputados, morador na Flórida, postou na campanha iniciada no website GoFundMe.com que o grupo se prepara para “o início da obra numa questão de dias”. A alegação vem sendo repetida de várias formas nós últimos meses.

Brian insistiu que os rumores recentes de que o projeto foi suspenso ou que o dinheiro será devolvido são incorretos e que ele está trabalhando com autoridades eleitas e republicanos proeminentes para que o projeto siga adiante. Kolfage afirmou que a obra “começará no ponto inicial da entrada de drogas ilegais, imigrantes e escravos sexuais”, embora não tenha especificado a localização.

Algumas das mais de 260 mil pessoas que contribuíram na campanha iniciada no GoFundMe.com começaram a questionar o projeto.

“Pare de ficar falando sobre ele e o faça”, postou um internauta no Facebook.

“Não há novidades porque nos permanecemos calados por um motivo muito bom”, postou ele no sábado (11). Ele alegou que a ACLU lançaria uma ação judicial para impedir o progresso, caso fossem liberados mais detalhes sobre onde a obra começaria.

Muitos seguidores de Kolfage têm pressionado para o início da construção muro, com alguns deles alegando que foram reembolsados pelo GoFundMe.com. Enquanto isso, as doações continuam sendo feitas, incluindo US$ 500 de 10 doadores na tarde de sábado (11).

“Quando a campanha foi criada, o organizador afirmou especificamente na página da campanha, ‘se não alcançarmos o nosso objetivo ou chegarmos significantemente perto, nós devolveremos cada centavo”, disse o GoFundMe.com ao canal de notícias CNN. “Ele também afirmou na página da campanha, ‘100% das doações de vocês irá para o muro de Trump. Se por qualquer razão nós não alcançarmos o nosso objetivo, iremos devolver a sua doação”.

“Isso não aconteceu. Isso significa que os doadores receberão o reembolso”, informou o GoFundMe.com a CNN. Entretanto, a página da campanha estava ativa e aceitando doações. Ainda não foi informado quando ela será desativada. O GoFundMe.com detalhou que depende do organizador decidir quando ela sairá do ar.

Durante a paralização governamental mais longa da história dos EUA devido ao impasse envolvendo o muro, Kolfage postou na página dele que “estava cansado de assistir à falta de capacidade do governo em manter a segurança na divisa com o país vizinho”.

No lugar da campanha no GoFundMe.com, Kolfage fundou a ONG 501(c)(4) na Flórida, batizada de “We Build the Wall” (Nós construiremos o muro, em tradução livre), e pediu os doadores a redirecionarem as contribuições. Entretanto, ele devolveria as doações, caso os doadores decidam não se transferir para a nova plataforma.

 

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