“Dreamer” mandado de volta é morto semanas depois no México

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Manuel Antônio Cano Pacheco foi trazido aos EUA quando tinha 3 anos de idade e era beneficiário do DACA (Foto: Facebook)

Manuel Antônio Cano Pacheco, de 19 anos, foi morto a caminho de um restaurante em companhia de um amigo, que também foi assassinado

Um beneficiário do programa “Deferred Action for Childhood Arrivals” (DACA), que foi trazido aos EUA quando tinha 3 anos de idade, foi assinado em menos de 1 mês depois de ser mandado de volta ao México pelo Departamento de Imigração (ICE). Manuel Antônio Cano Pacheco, de 19 anos, aluno da escola secundária em Des Moines, Iowa, foi acompanhado até a fronteira com o México por agentes do ICE no final de maio, em decorrência da “partida voluntária”, publicou o jornal Des Moines Register. Após 3 semanas de estar em Zacatecas, um estado notório pela violência de gangues de rua, Pacheco foi morto a caminho de um restaurante em companhia de um amigo, que também foi assassinado. O Dreamer teve a garganta cortada.

“Ele estava no lugar errado e na hora errada”, disse o amigo da vítima, Juan Verduzco, de 20 anos.

Pacheco conseguiu o direito de permanecer nos EUA através do DACA. No outono de 2017, ele foi parado pela polícia por dirigir em alta velocidade e foi condenado por 2 delitos envolvendo drogas, os quais resultaram na decisão de um juiz federal de imigração de cancelar o status DACA dele.

Através de um comunicado, o ICE informou que Pacheco não foi tecnicamente “deportado”, mas acompanhado até a fronteira com o México por agentes de imigração. Embora os dois processos pareçam semelhantes, uma partida “voluntária” não implica as penalidades adicionais que resultam de uma deportação.

De acordo com o oficial de relações públicas do ICE, Shawn Neudauer, Pacheco foi preso pelas autoridades de imigração em abril de 2017 na Penitenciária do Condado de Polk, em Iowa, depois que ele foi condenado por uma acusação envolvendo drogas. “Ao mesmo tempo, Cano Pacheco também foi condenado em uma acusação de contravenção no condado de Polk”, disse Neudauer num comunicado.

“O ICE emitiu a Cano-Pacheco um aviso para comparecer perante um juiz federal de imigração. Com base em suas condenações criminais, seu status de DACA foi encerrado, tornando-o passível de deportação. Depois de pagar fiança, ele liberado da custódia do ICE enquanto aguardava uma audiência no tribunal de imigração”.

Neudauer prosseguiu dizendo que Manuel foi condenado por mais dois delitos enquanto aguardava a audiência. Em 10 de abril, disse o porta-voz, o estudante pediu a saída voluntária, que foi concedida por um juiz federal de imigração e retornou ao México duas semanas depois.

Verduzco disse ao Register de Des Moines que Pacheco sofria de “depressão muito ruim” e começou a beber depois que o pai dele foi preso por delitos relacionados às drogas há mais de dois anos. “As coisas estavam indo ladeira abaixo. Ele não sabia como lidar com isso”, disse ele. “Eu meio que não acredito ainda … Ainda não caiu a ficha … eu não entendo”.

Em setembro, o presidente Donald Trump encerrou a DACA e pediu um programa de substituição para proteger as 800 mil pessoas beneficiadas nos Estados Unidos. No entanto, os esforços para chegarem a um acordo foram adiados enquanto os legisladores ainda discutem várias soluções.

 

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