Empresas recusam pedidos de suspensão de batidas do ICE em ônibus

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No perímetro de 100 milhas (161 km) de distância da fronteira, os agentes geralmente embarcam em ônibus e patrulham paradas de ônibus

A Concord Coach e a Greyhound adiantaram que não acatarão o apelo da ACLU

Algumas companhias de ônibus informaram que continuarão a permitir que agentes do Departamento de Imigração (ICE) realizem batidas em seus veículos, apesar dos pedidos feitos pela American Civil Liberties Union para negar o consentimento. No perímetro de 100 milhas (161 km) de distância da fronteira, os agentes geralmente embarcam em ônibus e patrulham paradas de ônibus para perguntar aos passageiros sobre o status migratório deles. Em Bangor, Maine, uma das primeiras cidades após a entrada nos EUA vindo do Canadá, batidas em ônibus e rodoviárias viraram rotina.

“Isso é exatamente o que você veria na fronteira sudoeste com o México”, disse Jason Owens, chefe da Patrulha da Fronteira (CBP). “Aqui em cima, nós temos um contingente muito menor, mas uma área muito maior para cobrir”.

Antes de embarcarem às 11 horas da manhã no ônibus da viação Concord Coach para Boston (MA), os passageiros são perguntados sobre o status migratório deles. Owens relatou que esse contato geralmente indica se um determinado passageiro está contrabandeando, traficando ou está no país clandestinamente.

Nas cartas enviadas às companhias de ônibus, como a Concord Coach, a ACLU alega que elas não deveriam cooperar com os agentes ou consentir nas buscas para proteger os passageiros.

“Os passageiros envolvidos nesses incidentes, não importando se foram diretamente contatados pelo CBP ou testemunharam outras pessoas serem contatadas, representam circunstâncias bastante coercivas e resulta em sofrimento infligido neles”, diz a carta enviada a Greyhound. “A Greyhound possui o direito garantido pela Quarta Emenda de não dar a CBP a permissão de realizar batidas em seus ônibus sem uma ordem judicial”.

A Concord Coach e a Greyhound adiantaram que não acatarão o apelo da ACLU.

“Impedir o acesso de agentes federais de segurança aos nossos ônibus ou colocar os nossos funcionários na posição de decidir a legitimidade do agente não é algo que a Concord Coach está disposta a fazer nesse momento”, respondeu o presidente da companhia, Benjamin Blunt, através de um e-mail.

Ambas as companhias postaram suas próprias listas dos direitos dos passageiros em seus websites. A Greyhound disse que, embora continue a permitir, a empresa não concorda com a prática. “A Greyhound não coordena com a CBP essas batidas ou apoia tais ações. Nós estamos pedindo ao Congresso que mude a lei e apoiaremos esforços positivos nesse sentido”, postou a empresa.

 

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