Era Trump: Agricultores temem falta de mão-de-obra

Foto32 Colhedor de tomates Era Trump: Agricultores temem falta de mão de obra
Segundo dados do Ministério do Trabalho, metade das pessoas que trabalham na colheita de vegetais nos EUA são indocumentados e mais de 2 terços são estrangeiros

Fazendeiros e representantes no setor se encontraram com o presidente na Casa Branca para discutir o assunto

Donald Trump disse que evitaria que o cumprimento das leis migratórias prejudicasse a agricultura nos EUA e a mão-de-obra no setor, formada na maioria por imigrantes, segundo fazendeiros que se reuniram com o presidente. Durante o encontro na Casa Branca, Trump alegou que não gostaria de criar problemas de mão-de-obra para os agricultores e que melhoraria o programa de trabalhadores temporários através de vistos legais.

“Ele nos garantiu que teríamos bastante acesso aos trabalhadores”, disse Zippy duvall, presidente da Federação Americana de Fazendeiros, um dos 14 participantes do encontro ocorrido em 25 de abril com Trump e o ministro da agricultura, Sonny Perdue.

Durante a conversa sobre a agricultura, os fazendeiros e representantes do setor abordaram questões migratórias e trabalhistas. Alguns fazendeiros disseram a Trump que geralmente eles não conseguem encontrar americanos dispostos a realizar o trabalho duro nas fazendas, segundo entrevistas com 9 dos 14 participantes.

Os agricultores alegaram estar preocupados com a rigidez no cumprimento das leis migratórias e demonstraram frustação com o programa de vistos H-2A, a única forma legal de trazer mão-de-obra temporária às fazendas nos EUA. Aproximadamente, metade das pessoas que trabalham na colheita de vegetais no país são indocumentados e mais de 2 terços são estrangeiros, segundo dados recentes revelados pela pesquisa feita pelo Departamento de Trabalho.

Durante a reunião, Luke Brubaker, produtor de laticínios na Pensilvânia, relatou como agentes do Departamento de Imigração (ICE) prenderam recentemente 6 pegadores de galinhas que trabalhavam para uma companhia de transportes de aves no condado. O empregador tentou substituí-los com mão-de-obra local, em 3 horas todos menos 1 pediram demissão, disse ele. Trump respondeu que queria ajudar e pediu ao Secretário Perdue para analisar o assunto e apresentar recomendações.

Os empregadores que conseguem mão-de-obra estrangeira através do vistos H-2A devem prover transporte grátis de entrada e saída dos EUA, assim como habitação e alimentação para os trabalhadores quando eles chegarem. Os salários mínimos são determinados pelo governo e geralmente são mais altos que os fazendeiros costumam pagar. Recentemente, Trump assinou o decreto de lei intitulado “Compre Americano, Contrate Americano”, que exige mudanças no programa que permite a contratação temporária de estrangeiros na indústria tecnológica, mas não nos vistos utilizados pelos fazendeiros ou outros negócios sazonais, incluindo os próprios balneários do presidente.

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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