Era Trump: Cai deportações e aumenta prisões da Imigração

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Entre 22 de janeiro e 29 de abril, os agentes do ICE realizaram cerca de 10.800 prisões

A detenção de indocumentados subiu quase 40% desde a posse de Trump

O Departamento de Imigração (ICE) já prendeu mais de 41.300 imigrantes indocumentados nos 100 dias desde que o Presidente Trump assinou dois decretos de lei que visam o aumento da segurança nas fronteiras e o combate às cidades santuários, informou o órgão na segunda-feira (25). O número representa o aumento de 38% com relação ao mesmo período em 2016, quando o ICE deteve pouco mais de 30 mil indocumentados. Thomas Homan, diretor interino do órgão, atribuiu o aumento no índice de prisões ao fato de “agentes e autoridades receberam diretrizes claras para focalizar nas ameaças à segurança pública e nacional”.

Conforme o relatório de quarta-feira (27), aproximadamente 75% dos indocumentados presos entre 22 de janeiro e 29 de abril foram criminosos condenados por crimes, indicando o aumento em 20% nesse tipo de detenção desde 2016. Somente 2.700 dessas condenações foram por crimes graves, incluindo homicídio, estupro, sequestro e agressão. Entretanto, a prisão de indocumentados cujo delito foi simplesmente viver sem documentos nos EUA disparou. Entre 22 de janeiro e 29 de abril, os agentes do ICE realizaram cerca de 10.800 detenções, em contraste com somente 4.200 em 2016, um aumento de mais de 150%.

Homan alegou a repórteres que os indocumentados com antecedentes criminais ou que representem perigo à segurança pública continuam a ser prioridade para o ICE. Independente disso, ele acrescentou que o órgão continuará a deter todos os imigrantes que receberam ordem final de deportação por um juiz de imigração, incluindo aqueles sem antecedentes criminais.

“Eu sou perguntado inúmeras vezes por que nós detemos alguém que não seja criminoso”, disse Homan. “Aqueles que entram no país ilegalmente; violaram a lei. Isso é um ato criminoso”.

Em janeiro, o Presidente Trump assinou 2 decretos de lei que visam expandir a autoridades dos órgãos de imigração. O primeiro decreto de lei focaliza “construção imediata de uma barreira física na fronteira ao sul” entre o México e os EUA e a contratação de mais 5 mil patrulheiros para a região. O segundo decreto declara que as cidades santuários, ou seja, jurisdições que limitam a cooperação da polícia local com as autoridades migratórias, “não estarão  mais elegíveis para receberem verbas federais”, exceto quando o dinheiro for necessário para propósitos de segurança”.

Curiosamente, a segunda ordem executiva de Trump também expande a classificação dos imigrantes indocumentados considerados “prioridades para deportação”. Conforme o novo projeto de lei, qualquer indocumentado, criminoso ou não, é prioridade para deportação.

Em janeiro, o presidente da Associação Americana dos Advogados de Imigração considerou os planos de Trump “o plano mestre para a deportação em massa”, uma alegação que tanto a Casa Branca e o Departamento de Segurança Nacional refutam.

Homan acrescentou aos repórteres que as deportações na realidade caíram 12% durante a administração Trump. Isso porque mais indocumentados estão sendo detidos no interior do país do que ao longo da fronteira. Como resultado, eles enfrentam audiências mais longas no sistema judiciário de imigração da nação.

 

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