Estados Unidos temem que brasileiros tragam febre amarela ao país

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A febre amarela tem como transmissor o mosquito Aedes Aegypti

Os especialistas temem que a contaminação pela doença seja parecida com a do vírus Zika, que surgiu no Brasil em 2015

A epidemia de febre amarela nas regiões rurais do Brasil gerou a preocupação de que a doença poderia chegar aos Estados Unidos, como a Zika, segundo dois especialistas em saúde no artigo publicado no Jornal de Medicina da Nova Inglaterra. Apesar de a probabilidade de focos de febre amarela nos EUA ser baixa, “casos relacionados à viagens podem ocorrer, com períodos breves de transmissão local em regiões quentes como nos estados no litoral do Golfo do México”, escreveu o Dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia & Doenças Infecciosas, e a colega Dra. Catharine Paules.

“Numa era de viagens internacionais frequentes, qualquer aumento de casos domésticos no Brasil intensifica a possibilidade de casos relacionados às viagens”, acrescentaram.

Os especialistas temem que a contaminação pela doença seja parecida com a do vírus Zika, que surgiu no Brasil em 2015 e posteriormente se espalhou para mais de 60 países, incluindo os EUA, provocando epidemias locais na Flórida. A epidemia atual começou em dezembro, nas regiões rurais brasileiras, e os índices excederam a média normal para essa média do ano. A maioria dos casos está concentrada na região sudeste do país, em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

Até quinta-feira (2), a doença já tinha matado cerca de 220 pessoas, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO). O órgão também citou 326 casos confirmados e 916 suspeitos da doença. O índice de fatalidade é de 33% para os casos confirmados e 11% para os suspeitos.

Apesar de a epidemia permanecer em áreas rurais, alguns casos se concentram próximos aos centros urbanos, incluindo o Rio de Janeiro, onde as pessoas vivem em comunidades mais densas e a maioria não foi vacinada contra a febre amarela.

“Essa proximidade gera a preocupação que, pela primeira vez em décadas, a transmissão urbana de febre amarela ocorrerá no Brasil”, escreveram os autores do artigo.

Os sintomas são similares ao da gripe e incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, náusea, vômito, fadiga e olhos e pele amarelados; o que levou ao nome febre amarela. “Graças ao melhor controle do mosquito e melhorias sanitárias, a febre amarela foi virtualmente erradicada dos EUA e América Latina, entretanto, epidemias esporádicas surgem em regiões tropicais e a contaminação pode ocorrer através de viagens”, detalharam Fauci e Paules.

Devido ao fato de a febre amarela ser tão rara nos EUA, os médicos podem não reconhecer os sintomas, portanto, é importante que os profissionais de saúde verifiquem se o paciente viajou por áreas afetadas.

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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