Estudante brasileira passa por terapia após chacina em escola na Flórida

Mariana Sippl e Elaine 1024x639 Estudante brasileira passa por terapia após chacina em escola na Flórida
A adolescente Marianna Sippl (esq.), de 14 anos, e a mãe Elaine (Foto: BT)

Mariana Sippl é aluna da Marjory Stoneman High School em Parkland (FL) e vivenciou o massacre

Após presenciar a chacina que resultou na morte de 17 estudantes e professores, a adolescente Mariana Sippl, de 14 anos, natural de São Paulo, se submeteu à uma sessão de terapia para superar o choque e continuar frequentando as aulas. Ela vive nos Estados Unidos há cerca de 3 anos e é aluna da escola Marjory Stoneman High School, na cidade de Parkland (FL), onde o ex-aluno Nikolas Cruz, de 19 anos, utilizando um rifle de assalto AR-15 atirou contra as pessoas. Ele havia sido expulso da escola no ano passado por agredir fisicamente o atual namorado da ex-namorada. Atualmente, ele morava com a família de um colega da escola. Em entrevista à imprensa americana, o casal James e Kimberly Snead demonstrou surpresa e disse que “não sabiam que abrigavam um monstro sob o mesmo teto”.

Mariana detalhou ao jornal Brazilian Times que, a princípio, pensou que se tratava de brincadeira, mas os gritos de socorro logo deram para perceber que se tratava de algo sério. Cruz acionou o alarme de emergência da escola, fazendo com que professores e alunos saíssem das salas e corressem para o corredor de encontro a ele.

A brasileira relatou que, quando os policiais encaminhavam os alunos e professores para fora do prédio, era possível ver os corpos no chão. Ela teve que esperar durante uma hora para sair da sala de aula.

“Ele atirou bem no meio do peito do meu professor”, relatou ao BT. “Vi muitos colegas mortos no chão. Peguei uma amiga no colo, mas ela já estava morta”.

Já do lado de fora, Mariana sofreu um ataque de pânico enquanto aguardava a chegada dos pais para busca-la. Ela calcula que, talvez demore 2 semanas para o reinício das aulas, mas a jovem revelou que “morre de medo de voltar”. Ela foi atendida pelo psicólogo ainda na quinta-feira (15).

A administração da escola disponibilizou a todos os alunos atendimento psicológico. A chacina chocou a nação e trouxe à tona, em nível nacional, o debate polêmico sobre as leis que regulamentam a compra e o porte de arma nos EUA. A princípio, o Presidente Donald Trump foi duramente criticado por não apoiar publicamente restrições maiores na compra e porte de armas no país, durante o discurso dele de solidariedade às famílias das vítimas.

Cruz comprou o fuzil de assalto legalmente, indo a uma loja de armas e utilizando a carteira de motorista. Para não levantar suspeitas, ele não teria comprado as munições no local, utilizando estabelecimentos diferentes.

Anteriormente, Nikolas teria postado no Instagram um vídeo no qual ele dizia que queria ser “atirador escolar profissional”. Tal vídeo foi denunciado ao FBI ano passado por um internauta, entretanto, os agentes federais não interrogaram o jovem na ocasião.

A cidade de Parkland fica à 1 hora de carro de Miami e a Marjory Stoneman High School tem 3 mil alunos matriculados, entre eles inúmeros brasileiros. Esta foi considerada umas das piores chacinas ocorridas no interior de uma escola nos EUA desde 2012.

O Setor de Cooperação Comunitária – Seção de Imprensa do Consulado-Geral do Brasil em Miami divulgou a seguinte mensagem: “Prezado membro da mídia brasileira na Flórida, o Consulado-Geral mantém permanente contato com as autoridades norte-americanas e com cidadãos brasileiros na região. Não há, até o momento, qualquer informação sobre vítimas brasileiras. Os estudantes brasileiros na escola de que o Consulado-Geral tem conhecimento encontram-se bem”.

 

 

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