Estudo: Patrões preferem imigrantes a americanos natos

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O estudo alega que os imigrantes hispânicos e asiáticos são os mais preferidos que qualquer outro grupo étnico

A pesquisa examinou mais quase 5 décadas de estatísticas trabalhistas e entrevistas anônimas de patrões

Um número crescente de empregadores em todos os EUA está esnobando os trabalhadores americanos natos e preferindo os imigrantes. Eles alegam que os estrangeiros trabalham mais arduamente e reclamam menos que os cidadãos, revelou um estudo recente.

O favoritismo pelos imigrantes induz a discriminação nos locais de trabalho especialmente entre os negros e brancos com baixo nível educacional, segundo a pesquisa publicada na edição de inverno do American Affairs Journal, especializada em política pública e pensamento político. O relatório contrasta com as afirmações feitas por especialistas e ativistas que alegam que os imigrantes não roubam as vagas de trabalho dos trabalhadores americanos.

O estudo, realizado pela professora da Escola de Direito da Universidade da Pensilvânia, Amy L. Wax, e o analista de política pública conservadora, Jason Richwine, examina mais quase 5 décadas de estatísticas trabalhistas e entrevistas anônimas de patrões visando determinar a existência de discriminação contra os trabalhadores americanos, embora seja difícil quantificar.

“Os imigrantes são considerados ter melhor ética trabalhista. Eles são mais diligentes, pontuais, persistentes, confiáveis, respeitosos e cooperativos”, diz o relatório, citando outros estudos e entrevistas com indivíduos em posição de chefia. “Eles trabalham mais horas sem reclamar e estão dispostos a operar em condições fisicamente duras, exigentes, desconfortáveis ou perigosas e tarefas tediosas e repetitivas. Os imigrantes são prestativos e leais aos empregadores. Eles reclamam menos com relação às condições de trabalho e agem mais ‘humildemente”.

Ainda segundo o estudo, os imigrantes do sexo masculino possuem um nível mais alto de consistência da participação no mercado de trabalho apesar do nível educacional mais baixo. Aqueles sem o diploma do ensino secundário (High School) trabalharam a média de 49 semanas por ano de 2003 a 2015, ou seja, 14 semanas a mais que os americanos que abandonaram o High School; sugerindo que os imigrantes estão “empurrando” os americanos para fora do mercado de trabalho.

O estudo alega que os imigrantes hispânicos e asiáticos são os mais preferidos que qualquer outro grupo étnico.

“Quando essa preferência é reconhecida, o que é raro, a explicação oferecida é que os imigrantes estão dispostos a aceitar salários mais baixos e, portanto, custam menos que os natos, ou que eles hesitariam em exigir condições justas e seguras de trabalho ou acionem judicialmente por supostos abusos”, segundo o estudo. “Para uma gama de posições que exigem qualificações básicas e início de carreira, os imigrantes novos, especialmente os hispânicos, são consideráveis mais desejáveis. Eles são voluntariamente procurados e têm a preferência porque são considerados trabalhadores melhores”.

Para combater esse problema, os autores conservadores do relatório sugerem que os legisladores aprovem um sistema baseado nas qualificações profissionais, ou baseado no mérito, o qual tem o apoio do Presidente Donald Trump.

Um sistema de pontos baseado somente em benefícios econômicos favorece imigrantes altamente qualificados poderia encorajar a discriminação por sexo e idade, rebateu o American Immigration Council (AIC). “Ao privilegiar candidatos mais jovens, esse sistema reduz as possibilidades de admissão de pessoas que, devido à idade, adquiriram  mais experiência, conhecimento e sabedoria”, disse o AIC. “Isso certamente não reflete os valores básicos americanos”.

 

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