Ex-deputado de Nova York diz que governo Trump não chega ao fim do ano

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John LeBoutillier, que foi deputado republicano em New York City na década de 80, fez a previsão sobre o Presidente Trump na coluna do portal The Hill

John LeBoutillier previu que ocorrerá a “queda política espetacular” da administração atual

Um ex-congressista republicano previu que o Presidente Donald Trump deixará a Casa Branca “brevemente” numa “queda política espetacular” que tende a ocorrer ao longo de 2019. John LeBoutillier, que foi deputado republicano em New York City na década de 80, fez a previsão na coluna do portal The Hill.

“A presidência de Donald J. Trump não sobreviverá 2019”, escreveu ele. “A trajetória em queda livre em todos os aspectos da administração dele indica que estamos a caminho de uma queda política espetacular, em muito breve. O comportamento cada vez mais imprevisível e raivoso, o auto isolamento, a inabilidade dele em escutar conselheiros inteligentes que ele mesmo indicou; tudo isso o está levando ao precipício”.

Há um número considerável de ameaças à presidência turbulenta de Trump. A maior delas é a investigação liderada pelo conselheiro especial Robert Mueller com relação à interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, vencida por Trump. No centro está a campanha de Trump e a suspeita de que ela combinou com agentes russos para influenciar a eleição.

Vários dos conselheiros e aliados de Trump foram envolvidos ou interrogados na investigação de Mueller, incluindo Paul Manafort, ex-chefe de campanha do Presidente, e Michael Cohen, ex-advogado pessoal de Trump e “solucionador de problemas”.

Manafort pode ser condenado à prisão perpétua após a condenação dele por fraude e admitir ter agido como agente não registrado de um governo estrangeiro, ou seja, o regime corrupto de Yanukovych na Ucrânia. Cohen foi condenado a 3 anos de prisão por fraude e violação financeira de campanha relacionada aos pagamentos feitos para impedir que duas mulheres acusasse  o então candidato presidencial de adultério.

Embora ainda não tenha sido acusado, o consultor político e aliado de Trump, Roger Stone, está sendo observado pela relação dele com o editor da WikiLeaks, Julian Assange, cuja organização postou e-mails roubados do DNC por hackers russos.

“A investigação de Trump revelará evidências de Trump se oferecendo a quem pagasse mais alto por financiamento e ajuda na campanha: Rússia, Arábia Saudita, Estados Emirados, Qatar; haverá evidências que milhões de dólares estrangeiros circularam ilegalmente nos cofres da campanha de Trump em 2016”, previu LeBoutillier.

“Em outras palavras, Trump disse basicamente, ‘eu estou à venda”, acrescentou.

Além disso, a presidência de Trump também está tendo dificuldade de manter representantes experientes em posições mais altas. As duas saídas mais recentes envolvem o chefe da Casa Branca John Kelly e o Secretário de Defesa Jim Mattis, cuja carta de demissão foi uma crítica à política Trump.

A Brookings é uma empresa de análises políticas em Washington-DC e que acompanha a rotatividade na administração Trump. Até 14 de dezembro de 2018, a “Equipe A” dos cargos mais altos de Trump apresentaram o índice de rotatividade de 65%.

 

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