Facebook tira propaganda racista e contra imigrantes de Trump

Foto12 Luis Bracamontes Facebook tira propaganda racista e contra imigrantes de Trump
Luís Bracamontes havia sido deportado 1 vez durante administração democrata e outra vez durante administração republicana

O anúncio compara o mexicano Luís Bracamontes, condenado a morte por assassinar 2 policiais, aos centro-americanos na caravana rumo aos EUA

Os administradores do Facebook impediram que o comitê de campanha do Presidente Donald Trump continue a postar o anúncio racista e contra imigrantes na rede social. “Este anúncio viola a política de publicação do Facebook no combate a conteúdos sensacionalistas. Apesar de o visto está permitido ser postado no Facebook, ele não pode receber distribuição paga”, diz a mensagem postada na tarde de segunda-feira (5).

A decisão ocorreu logo depois que os canais de TV NBC e Fox News informaram que parariam de divulgar a propaganda. Anteriormente, a CNN havia determinado que o anúncio era racista e, portanto, não aceitou vender espaço de veiculação para ele. A campanha de Trump começou a postar a propaganda no Facebook no domingo (4), visando os eleitores na Flórida e Arizona. Até a manhã de segunda-feira (5), a propaganda já tinha alcançado milhões de internautas na rede social. Um porta-voz do Facebook disse que o anúncio recebeu permissão para ser postado em virtude de um erro.

Conforme dados do arquivo do Facebook, a Donald J. Trump for President, Inc. gastou pelo menos US$ 20 mil e, possivelmente, até US$ 80 mil na compra de espaço para a veiculação da propaganda. O anúncio tenta motivar os eleitores do Partido Republicano (GOP) ao manipular o medo da população contra a caravana de imigrantes que cruza o México rumo à fronteira dos EUA.

“Nós temos Padrões Comunitários que determinam aquilo que é permitido e o que não é no Facebook. Entretanto, no que diz respeito a anúncios no Facebook, nós temos parâmetros ainda mais rigorosos para o que pode ser postado. As nossas Políticas de Propaganda são mais restritivas porque envolvem distribuição paga. Conforme os nossos Padrões Comunitários, este vídeo é permitido a ser postado no Facebook, acrescentou o porta-voz.

O fato de que o anúncio de Trump foi aprovado erroneamente pelo Facebook representa outro engano de uma companhia que prometeu lidar de forma melhor os anúncios políticos. Em 2016, um grupo russo publicou anúncios visando os eleitores americanos nas proximidades da eleição presidencial. Desde então, a empresa lançou diretrizes com relação às propagandas políticas que deveriam divulgar quem pagou por elas. Entretanto, semana passada, o Vice News, se posicionando como um comprador de anúncios políticos, recebeu a aprovação do Facebook de postar propagandas em nome de todos os 100 senadores dos EUA. O Vice News acabou não comprando os anúncios. Isso ocorreu depois que o Vice News já havia recebido previamente aprovação do Facebook para postar propagandas  “patrocinados” pelo Estado Islâmico e o Vice-Presidente Mike Pence.

 

Related posts

Comentários

Send this to a friend