Furacões Harvey e Irma fazem DHS cancelar batidas migratórias

Foto26 Agentes do DHS Furacões Harvey e Irma fazem DHS cancelar batidas migratórias
Os agentes planejavam focalizar em membros de gangues de rua ou indivíduos que cometeram crimes graves

A “Operação Mega” tinha o gol de prender 8.400 estrangeiros indocumentados em todo o país

O Departamento de Segurança Nacional (DHS) da administração Trump planejava batidas migratórias em todo o país no final de setembro tendo como alvo 8.400 estrangeiros indocumentados. O plano foi descrito como a “maior operação do tipo na história do Departamento de Imigração (ICE)”. Entretanto, depois que o canal de TV NBC News divulgou o plano na quinta-feira (7), o DHS emitiu um comunicado no qual informava que havia cancelado as batidas em decorrência do furacão Irma e a destruição causada pelo furacão Harvey.

“Apesar de nós não geralmente comentarmos sobre ações de segurança futuras, os planos operacionais estão sujeitos à mudanças tendo como base uma variedade de fatores”, disse a porta-voz do ICE, Sarah Rodriguez. “Devido às condições climáticas atuais na Flórida e outras regiões impactadas, assim como a recuperação do Texas, o Departamento de Imigração (ICE) já reviu todas as operações futuras e as ajustou de acordo. Não existe atualmente nenhuma operação nacional planejada. A prioridade nas áreas afetadas deve focalizar em atividades que salvam e mantém vidas”.

Antes da notícia veiculada no NBC News, outra porta-voz do ICE, Jennifer Elzea, disse que o órgão “não estava preparado para especular sobre ações futuras de segurança”.  As batidas durariam 5 dias e estavam agendadas para começar no domingo (17) e foram batizadas de “Operação Mega”, segundo o memorando que circulou em agosto.

Não é incomum o ICE realizar batidas migratórias que focalizem em centenas e até milhares de indivíduos. O número alto atual deve ser parcialmente motivado pelo objetivo de atingir um determinado gol até o final do ano fiscal, que termina no sábado (30).

O cancelamento de Operação Mega ocorreu logo depois da decisão controversa de Trump de cancelar o programa Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA), que afasta o risco de deportação para 800 mil jovens indocumentados.

O ICE havia planejado internamente o conjunto de batidas desde meados de agosto e instruiu os agentes para focalizar em membros de gangues de rua ou indivíduos que cometeram crimes graves. Outros imigrantes sem antecedentes criminais também poderiam ser detidos como “efeito colateral”, informaram fontes. Os agentes geralmente prendem entre 1 quarto a metade dos indivíduos procurados em virtude da dificuldade de localizar essas pessoas e fazer com que eles abram as portas para as autoridades.

A Operação Mega não tinha o objetivo de prender jovens. Os beneficiados pelo DACA não sofrem risco de deportação até 5 de março de 2018, a data que Trump determinou para o cancelamento do programa, caso o Congresso não o transforme em lei.

O porta-voz do DHS, Dave Lapan, disse na quinta-feira (7) que os agentes de imigração não focalizariam indocumentados sem antecedentes criminais que buscavam ajuda devido ao furacão Irma. O órgão seguiu o mesmo protocolo nas áreas arrasadas no Texas pelo furacão Harvey semana passada.

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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