ICE libera menina indocumentada com paralisia cerebral

Foto15 Rosamaria Hernandez 1024x683 ICE libera menina indocumentada com paralisia cerebral
Rosamaria Hernandez foi liberada na sexta-feira (10) e já se reuniu com a família

Rosamaria Hernandez imigrou clandestinamente com os pais aos EUA ainda bebê

Na sexta-feira (10), o Departamento de Imigração (ICE) liberou uma menina de 10 anos indocumentada que sofre de paralisia cerebral e havia sido detida por patrulheiros da fronteira após uma cirurgia. A ACLU e o Deputado Federal Joaquin Castro informaram que Rosa Maria Hernandez reuniu-se no mesmo dia com a família dela. Os pais da menina a trouxeram clandestinamente do México em 2007, quando ainda era bebê, para viverem na cidade fronteiriça de Laredo (TX).

Na terça-feira, 24 de outubro, Rosamaria Hernandez, que é indocumentada, mas vive nos EUA desde os 3 meses de idade e a prima dela foram confrontadas, aproximadamente às 2 horas da madrugada, por agentes do Departamento de Imigração (ICE). Rosamaria e a prima, que é cidadã americana, estavam numa ambulância e sendo transferidas entre dois hospitais para que a menina pudesse ser submetida à cirurgia de emergência da vesícula biliar no Driscoll Children’s Hospital em Corpus Christi (TX). O trajeto entre ambos os hospitais é próximo a um posto de inspeção da Alfândega na fronteira com o México. A ambulância foi escoltada ao hospital a partir de um posto da Patrulha da Fronteira (CBP) em Freer. Os patrulheiros esperaram do lado de fora do quarto da menina no hospital até que ela tivesse alta. Após a liberação, ela foi levada a um abrigo em San Antônio onde estão crianças que entraram sozinhas nos EUA; apesar da ordem do doutor que ela fosse consultada pelo médico da família após a cirurgia.

Rosamaria tem vivido em Laredo (TX) desde que foi trazida aos EUA pelos pais mexicanos quando ainda era bebê. O porta-voz do CBP disse que a menina não era exceção à responsabilidade do órgão de seguir as leis migratórias. “Conforme as leis migratórias dos Estados Unidos, uma vez que ela receber alta médica, será processada de acordo”, disse Rod Kise na ocasião. “O Consulado do México já foi avisado da situação pela Patrulha da Fronteira do Setor de Laredo”.

Felipa de la Cruz, mãe da menina, disse que imigrou clandestinamente aos EUA para conseguir tratamento médico para a paralisia cerebral da filha. “Eu sou mãe. Tudo o que eu queria para ela é conseguir a cirurgia que precisava, disse Felipa ao jornal New York Times. “Nunca passou pela minha mente que esse tipo de coisa que está acontecendo agora poderia acontecer. Quando se é mãe, tudo com o que você se preocupa é o filho”.

 

Related posts

Comentários

Send this to a friend