ICE prende marido de capelão das Forças Armadas

Foto22 Tim Brown e Sergio Avila ICE prende marido de capelão das Forças Armadas
Sérgio Ávila Rodriguez (esq.) é casado com o capelão das Forças Armadas Tim Brown

Sérgio Ávila Rodriguez foi detido uma batida migratória realizada em Raleigh (NC), em 18 de abril

No domingo (14), Tim Brown morador em Sanford (NC), realizou uma manifestação na St. John’s Metropolitam Community Church pedindo ajuda para impedir que o marido dele, Sérgio Ávila Rodriguez, seja deportado para Honduras. Ele alega que teme pela segurança do cônjuge, pois faz parte da comunidade LGBT.

Em entrevista ao canal de TV ABC News 11, Brown disse que foi informado por agentes do ICE que o marido dele não corria o risco de deportação porque era casado com um oficial militar. É por essa razão que ele levou um choque quando recebeu uma ligação telefônica de Sérgio dizendo que havia sido preso por agentes do ICE. “Eu recebi um telefonema e, quando o Sérgio disse para mim, ‘eu fui detido e eles estão me deportando”, disse Brown. “Eu sinto que caí numa armadilha, mentiram para mim”.

Tim detalhou que o esposo fugiu de Honduras com um tio quando tinha 7 anos de idade e tem vivido nos EUA desde então. O capelão das Forças Armadas disse que ele e Ávila gastaram milhares de dólares para mantê-lo no país e que no passado receberam inúmeros “waivers” (isenção, em tradução livre) que impediram a deportação. O ICE cancelou os “waivers” de Ávila e Tim alegou não saber o motivo.

O porta-voz do ICE, Brian Cox, disse que as alegações do casal de que possui um “waiver de casamento” não é correta. Ele detalhou que o formulário de pedido de “waiver” I-130 “certifica a existência de relações familiares, entretanto, não concede qualquer tipo de status legal”.

Num comunicado separado, o ICE detalhou que as autoridades “encontraram inicialmente” Ávila Rodriguez; que eles identificaram pelo último nome Ávila, durante uma batida migratória realizada em Raleigh (NC) em 18 de abril. O ICE disse que “exercitou o livre arbítrio” e não prendeu Sérgio, mas o instruiu a comparecer ao escritório do ICE em Charlotte, em maio. “Ele compareceu em 10 de maio, quando foi tomada a decisão de detê-lo devido ao status de imigrante fugitivo e uma condenação criminosa”, diz o comunicado do ICE.

As autoridades detalharam que Rodriguez havia sido condenado por dirigir intoxicado no Condado de Durham, em janeiro de 2015. O ICE acrescentou que Rodriguez foi encontrado por um patrulheiro nas proximidades de Rio Grande City (TX), em setembro de 2001, quando tentava entrar clandestinamente nos EUA. “Posteriormente, ele recebeu a ordem de deportação de um juiz federal de imigração, em março de 2002”, disse o órgão, acrescentando que o processo de “repatriação de Rodriguez para o país de cidadania dele” ainda está pendente.

Jennifer Elzea, secretária do ICE, disse que o órgão “respeita o serviço e sacrifício daqueles que servem nas Forças Armadas e as famílias que os apoiam, portanto, a revisão desse tipo de caso é bastante cuidadosa quando envolve os veteranos e membros da ativa”.

“Qualquer ação tomada pelo ICE que resulte na remoção de um indivíduo com serviço militar deve ser autorizada pela liderança sênior da jurisdição, seguindo a avaliação do conselho local”, disse Jennifer.

Atualmente, Sérgio está detido na Geórgia e está agendado para ser deportado para Honduras, segundo o canal ABC 11. Brown disse que continuará a lutar contra a deportação e planeja apresentar uma apelação, comentando que “o ICE mexeu com a pessoa errada”.

Cox disse que, caso Tim apresente uma apelação, ela poderia suspender temporariamente o processo de deportação até que o tribunal julgue a moção.

 

 

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