ICE punirá patrões que empregam trabalhadores indocumentados

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As autoridades migratórias estão em busca de trabalhadores indocumentados e multarão os patrões que os contrata

As autoridades migratórias emitiram 3.282 notas de auditorias, entre segunda (15) e sexta-feira (19)

As autoridades migratórias estão focalizando empresas em todos os EUA que oferecem trabalho a estrangeiros indocumentados no que elas chamam “aumento do cumprimento das leis nos locais de trabalho” e punirá os infratores, informou o Departamento de Imigração (ICE), na terça-feira (30).

Além disso, as autoridades migratórias emitiram 3.282 notas de auditorias, entre segunda (15) e sexta-feira (19), alertando que os documentos das empresas seriam verificados. O ICE informou que os avisos de auditoria não param por aí e que eles continuação a ser emitidos nos 50 estados e Porto Rico. O órgão não detalhou quantos avisos foram emitidos na Flórida.

“Quando nós realizamos essas auditorias, o nosso objetivo principal é punir criminalmente esses estabelecimentos comerciais, que conscientemente baseiam o modelo de comércio deles na contratação ilegal”, disse Matthew Albence, diretor do ICE. “Nós iremos atrás desses indivíduos que estão aqui ilegalmente e também trabalhando de forma ilegal”.

Albence acrescentou que o ICE apresentará “uma série de acusações relacionadas à contratação de mão-de-obra ilegal, a qual inclui: fraude nos impostos, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, tanto contra a empresa quanto ao empregado”.

Conforme os agentes da Patrulha da Fronteira (CBP) e do Departamento de Segurança Nacional (DHS), “a maioria das pessoas que cruzam clandestinamente a fronteira sul dos EUA são “imigrantes econômicos”, ou seja, pessoas em busca de trabalho”.

“O que essa operação busca fazer é restaurar a integridade do sistema de contratação de mão-de-obra neste país para que indivíduos que estejam fora da lei e não possuem autorização legal para trabalhar aqui não possam encontrar facilmente trabalho”, comentou Albence. “Quando você possui um negócio que utiliza mão-de-obra ilegal, nós iremos agressivamente atrás deles e tentaremos instilar a cultura de cumprimento das leis no que diz respeito às práticas de contratação e documentação”.

Rebecca Shi, diretora executiva da American Business Immigration Coalition, disse que a nova política do ICE será “desastrosa” para a agricultura e o setor de hospitalidade. “Isso não somente prejudicará a mão-de-obra, mas a agricultura”, alertou.

“Definitivamente, temos percebido o aumento nas auditorias. Esse esforço não faz senso economicamente ou politicamente”, acrescentou Shi. “A realidade é, pessoas natas no país não procurarão trabalhos como colher tomates, laranja, jardinagem. Isso tem sido parte da história americana há gerações. Você começa debaixo”.

“É um segredo aberto que existem um certo número de setores na economia que dependem da mão-de-obra imigrante, incluindo pessoas indocumentadas”, disse Jonathan Fried, diretor executivo da WeCount!, uma ONG defensora dos trabalhadores na agricultura em Homestead (FL). “Esses trabalhos têm gerado benefícios à economia. Criminalizá-los porque eles estão fazendo isso é errado”.

Os imigrantes, indocumentados ou não, têm alavancado a economia, segundo o New American Economy, um grupo de pesquisa bipartidário focalizado na imigração. Ainda segundo o grupo, em 2017, os imigrantes em Miami (FL) pagaram mais de US$ 16 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais e ocuparam mais de 70% da mão-de-obra na agricultura, jardinagem, pesca e caça, um aumento de 10% com relação a 2016.

 

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