Imigração deportará esposa de sargento veterano da Marinha

Foto7 Alejandra Cuauhtemoc Estela e Pamela Imigração deportará esposa de sargento veterano da Marinha
Alejandra, o esposo, o sargento veterano Cuauhtemoc “Temo” Juarez, e as filhas Estela, de 8 anos, e Pamela, de 16 anos

Alejandra Juares foi informada pelo ICE que será deportada ao México em até 9 dias

Na terça-feira (24), agentes do Departamento de Imigração (ICE) notificaram Alejandra Juarez que ela será deportada ao México em até 9 dias; apesar dos contínuos esforços para mantê-la nos EUA. Ela é casada com o sargento veterano da Marinha, Cuauhtemoc “Temo” Juarez, um militar de infantaria que serviu a Marinha entre 1995 e 1999, primeiramente no 1º Batalhão, 8º Regimento da Marinha. Ele fez parte da “Operation Silver Wake”, a evacuação de civis da Albânia em 1997. Ele serviu na África, na República Democrática do Congo e, posteriormente, recrutado pelo 3º Batalhão, 8º da Marinha, através da América do Sul. Após o final do contrato, ele ingressou no 2º Batalhão, Regimento da 124º Infantaria da Guarda Nacional, em Orlando (FL). As informações são do jornal Military Times.

Alejandra cruzou clandestinamente a fronteira dos EUA em 1998 e casou-se com Temo em 2000. A filha mais velha do casal tinha 12 meses de idade quando ele foi enviado ao Iraque. A separação da família ocorre como parte do endurecimento do cumprimento das leis migratórias desde a posse da administração Trump. Durante os governos prévios, a política de priorização nas separações tinha permitido que Alejandra Suarez permanecesse nos EUA.

“A Alejandra merece ficar nesse país que ela tem chamado de lar por mais de 20 anos, o país que o marido dela serviu tão patrioticamente como marinheiro e patrulheiro da Guarda Nacional da Flórida; o único país que as duas filhas americanas natas deles conhecem”, disse o Deputado Federal Darren Soto (D-FL).

Juarez tem preparado as duas filhas, Estela, de 8 anos, e Pamela, de 16 anos, para o dia da deportação. Alejandra planeja levar Estela com ela, mas Pamela permanecerá nos EUA com o pai das meninas.

Soto, cujo disteito eleitoral inclui a residência de Juarez, apresentou o “Patriot Spouses Act” e outro projeto de lei que beneficia Alejandra Juarez e a permitiriam ficar nos EUA. Ambas as proposta receberam apoio bipartidário, disse o Deputado, mas elas ainda não seguiram para votação pelo comitê. Esta deve ser uma das razões porque o ICE está seguindo em frente com o processo de deportação, disseram os advogados de defesa dela.

“Nós estamos profundamente desapontados com a decisão do ICE de negar a Alejandra a suspensão da remoção”, disse Soto através de um comunicado. “Nós continuaremos a lutar contra as políticas migratórias cruéis da administração Trump de separar famílias”.

Uma equipe de advogados da firma Maney, Gordon & Zeller P.A. assumiram o caso de Alejandra “pro-bono” (grátis) e ainda busca uma solução de última hora para a família.

“Os Estados Unidos possuem muitas políticas instauradas de proteção aos veteranos e oficiais na ativa e suas famílias. Isso é absolutamente e incrivelmente frustrante que essas políticas não sirvam para a esposa de um veterano condecorado que serviu no exterior múltiplas vezes”, disse a advogada Chelsea Nowel.

A advogada acrescentou que Alejandra não possui antecedentes criminais; a não ser o fato de ter entrado clandestinamente nos EUA há 20 anos. “Nós estamos muito esperançosos de que possamos trabalhar com o Departamento de Segurança Nacional (DHS) e o ICE para permitir que ela permaneça (nos EUA)”.

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