Barack Obama transfere reforma migratória para 2010

O Presidente disse que começaria a trabalhar para que os projetos de lei sejam aprovados no ano que vem

Acompanhado dos presidentes do Canadá e México, o Presidente Barack Obama reiterou na última segunda-feira (10) seu compromisso em realizar uma reforma migratória ampla, apesar de sua agenda política lotada e a oposição, caso uma proposta dessa magnitude seja considerada. Obama previu que a proposta possa ser vitoriosa, mas reconheceu os desafios ao dizer que “tenho bastantes coisas em meu prato”. Ele acrescentou que certamente existirão “demagogos lá fora que tentarão convencer as pessoas que qualquer forma de legalização para aqueles que estão ilegais nos EUA é inaceitável”.

Entretanto, ao comentar a evolução dos acontecimentos, o presidente disse esperar que o Congresso, depois de terminar o trabalho de reforma nos sistemas de saúde, energia e financeiro, crie novas leis migratórias esse ano. Ele disse que começaria a trabalhar para que os projetos de lei sejam aprovados em 2010.

“Agora, sou capaz de estalar meus dedos e resolver tudo?! Não”, disse o presidente. “Entretanto, acho que o povo norte-americano quer justiça e que podemos criar um sistema que aumente a segurança em nossas fronteiras e um processo ordenado para as pessoas entrarem no país. Mas também daremos a oportunidade para aqueles que já se encontram nos Estados Unidos conquistarem a cidadania para que dessa forma eles não tenham que viver nas sombras”.

Os comentários de Obama foram feitos durante uma conferência de imprensa que contou com a presença dos representantes dos países da América do Norte que visa encontrar soluções para a resolução de alguns problemas que há muitos anos vêm comprometendo as relações entre os países, cujos povos e economia dependem um dos outros.

Durante o encontro, que começou na tarde de domingo (9), Obama, o Presidente Felipe Calderón do México e o Primeiro Ministro Stephen Harper do Canadá discutiram as mudanças climáticas, formas de energia não poluentes, gripe suína, imigração, comércio e combate ao crime organizado. Apesar de ficar claro na conferência de imprensa que os três líderes não alcançaram nenhum acordo significativo, eles expressaram entendimento sobre a situação de cada um e prometeram continuar trabalhando na resolução das diferenças.

Harper, por exemplo, manteve a decisão tomada há 1 mês atrás que exige mexicanos aplicar para vistos, mas disse que o problema é do Canadá e não do México. “É simplesmente fácil demais apresentar um pedido de refúgio falso como forma de entrar no país”, disse ele. “Temos que mudar isso”.

Obama mencionou os esforços de Calderón no combate aos cartéis de drogas, uma luta que já deixou mais de 4.200 pessoas mortas esse ano. Recentemente, o Senador Patrick Leahy, democrata de Vermont, demonstrou preocupação com relação a abusos dos direitos humanos ocorridos na guerra contra as drogas, e que legisladores democratas ameaçaram suspender qualquer apoio financeiro.

Durante a conferência, Obama deixou claro que continuaria a pressionar para que os Estados Unidos apoiasse o México, acrescentando “os maiores, sem comparação, violadores dos direitos humanos são os cartéis de drogas que estão seqüestrando, extorquindo pessoas e encorajando a corrupção”.

Calderón também deu o seu discurso emocionado, “a dificuldade, a batalha, a luta contra o crime organizado visa precisamente preservar os direitos humanos do povo mexicano”.

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