Imigrante brasileiro é roubado e espancado em Newark

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Um dos indivíduos concentrou o ataque a Henderson Leonel Sanches na cabeça, enquanto o outro vasculhava os bolsos da vítima em busca de objetos de valor

Henderson Leonel Sanches sofreu um corte próximo ao olho direito e outro na narina direita, além de hematomas e inchaço por todo o rosto

Na noite de domingo (30), a onda de violência que assola a cidade de Newark fez mais uma vítima no bairro do Ironbound. Aproximadamente, entre as 9:30 e 10 horas da noite, Henderson Leonel Sanches, de 25 anos, natural de Duque de Caxias (RJ), retornava para casa depois de um dia de trabalho quando foi brutalmente espancado e roubado por 2 indivíduos afro-americanos. O jovem trabalha como garçom na cidade de Montclair e caminhava ao longo da McWhoter St., nas proximidades da Lafayette St., quando percebeu que estava sendo seguido por um indivíduo. Ao se aproximar de uma área mais escura, próxima a uma árvore, o indivíduo puxou a bolsa do brasileiro e foi ajudado pelo comparsa que acompanhava do outro lado da rua. A vítima levou uma rasteira e, quando caiu ao chão, recebeu murros na cabeça, enquanto um dos indivíduos vasculhava seus bolsos em busca de objetos de valor.

Os ladrões levaram da vítima a carteira com dinheiro e documentos, relógio bolsa e óculos, deixando para trás as chaves e o aparelho celular. Desnorteado e com receio de seguir em frente, ele foi para a casa de um amigo na Ferry St., que o levou ao Hospital Universitário (UMDNJ). Como passou várias horas no hospital para receber atendimento, até a tarde de segunda-feira (31), Henderson não havia ido à delegacia de polícia para registrar a ocorrência, explicando que esperava a chegada de um amigo do trabalho para fazê-lo. Ele sofreu um corte próximo ao olho direito e outro na narina direita, além de hematomas e inchaço por todo o rosto.

A vítima descreveu os ladrões como negros, com idade entre 20 e 30 anos, altos, um tinha cabelo curto e o outro trancinhas até a altura do pescoço.

“Já passei por alguns sustos, os amigos alertam, mas a gente acaba pagando para ver”, disse Sanches, que agora fará o trajeto de taxi ou carona, quando chegar à Penn Station de Newark. “As pessoas me avisaram”.

Henderson mora há 4 anos e meio nos EUA, já trabalhou em uma padaria no Ironbound e reclamou da violência na área. “A gente vê a polícia em locais movimentados e tomando conta de obras, mas nunca patrulhando em áreas escuras e desertas. Eu sei que não é possível cortar todas as árvores, mas elas poderiam pelo menos ser podadas e os locais melhores iluminados”, disse ele.

Sanches relatou que uma amiga dele foi assaltada na Oliver St., em plena 3 horas da tarde. Outra vez, ele foi perseguido por um ciclista que insistia em pedir o aparelho celular dele para “fazer uma ligação”. Como estava próximo de casa, o brasileiro conseguiu correr e se livrar do indivíduo.

Henderson tinha agendada para a terça-feira (1) uma viagem de passeio à Colômbia que provavelmente terá que ser adiada devido aos ferimentos que sofreu no rosto. “Como eu vou viajar com o rosto nessas condições?!” Questionou ele. “É uma viagem de passeio, caso eu melhore, até irei. Ainda não sei. Eles não me bateram com as mãos puras; parecem que tinham um soco inglês”, especulou.

Com relação à onda de violência que assola a cidade, Sanches encerrou a entrevista fazendo um apelo ao Departamento de Polícia de Newark para que os agentes patrulhem as áreas mais desertas e escuras na região.

 

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