Imigrante de caravana é morto com 15 tiros logo após deportação

Foto6 Gangue de rua Imigrante de caravana é morto com 15 tiros logo após deportação
O caso retrata um dos perigos enfrentados pelos imigrantes que fogem de gangues de ruas (detalhe) na América Central

O hondurenho Nelson Espinal foi assassinado a poucos quarteirões da casa em que morava na capital do país

Um imigrante hondurenho que foi recentemente deportado dos EUA foi morto a tiros a poucos quarteirões de casa, informou a família da vítima na quarta-feira (19). O trágico incidente retrata um dos perigos enfrentados pelos imigrantes que fogem de gangues de ruas na América Central. Nelson Espinal, de 28 anos, foi alvejado 15 vezes na noite de terça-feira (18) pouco depois de sair da residência onde morava na capital Tegucigalpa, detalhou Patrícia Espinal, irmã da vítima.

Nelson foi deportado dos EUA no final de novembro e impedido de retornar ao país durante 5 anos, segundo documentos do Departamento de Segurança Nacional (DHS). Mesmo assim, Espinal, que trabalhava na construção civil planejava reentrar novamente em janeiro, relatou Patrícia.

“Ele disse que, se não fosse embora, eles (membros de gangues) o matariam”, disse ela enquanto a mãe da vítima, Sara Matamoros, chorava. “Por isso, que ele seguiu a caravana”.

Nelson foi detido depois de cruzar clandestinamente a fronteira no Arizona, detalhou a Patrulha da Fronteira (CBP). Aparentemente, ele não fazia parte das caravanas de imigrantes oriundas da América Central e não solicitou asilo, acrescentou o órgão.

Na quarta-feira (19), um juiz federal suspendeu os decretos de lei assinados pela administração Trump que visam restringir os pedidos de asilo feitos pelos imigrantes que alegam serem vítimas der violência doméstica ou gangues de rua em seus países de origem. No México, as autoridades investigam a morte de 2 adolescentes hondurenhos assassinados na cidade fronteiriça de Tijuana, semana passada. Os jovens, com idades entre 16 e 17 anos, apresentavam sinais de facadas e estrangulamento. Não foi determinado imediatamente se eles planejavam pedir asilo aos EUA.

As mortes podem aumentar as críticas com relação à política proposta entre o México e os EUA, no início de 2018, a qual determina que os imigrantes centro-americanos esperem no México enquanto os pedidos de asilo são processados.

 

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