Imigrante é preso e deportado após visita de rotina ao ICE

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A família de Eber Garcia Vasquez só tomou conhecimento da deportação porque ele ligou para os parentes nos EUA

Eber Garcia Vasquez vivia há quase 3 décadas nos EUA e não tinha antecedentes criminais

Treze dias depois que ele compareceu à sua visita atual de rotina junto às autoridades migratórias, Eber Garcia Vasquez, de 54 anos, um sindicalista há 26 anos, morador em Long Island (NY) e sem antecedentes criminais, foi deportado para a Guatemala sem que a família dele fosse notificada. Na quarta-feira (6), ele telefonou para a esposa para informa-la que havia sido enviado de volta ao país que deixou há quase 30 anos em meio à uma guerra civil para buscar asilo nos EUA.

A deportação abrupta de Vasquez ocorreu 1 dia depois que agentes do Departamento de Imigração (ICE) negaram dois apelos preenchidos pelo advogado de defesa. Um Painel de Apelações também negou a moção apresentada pelo advogado para que fosse reconsiderada a deportação dele, pois tratava-se de um homem casado, pai de três cidadãos americanos natos e uma aplicação válida para o green card pendente.

Eber foi detido por agentes do ICE em 24 de agosto e enviado a um centro de detenções no Condado de Bergen (NJ). Quando os apelos foram negados na terça-feira (5), os agentes informaram ao advogado de Garcia que a deportação era iminente. Na quarta-feira (6), ele estava de volta à Guatemala e a família dele só tomou conhecimento da deportação porque ele ligou para os parentes nos EUA para informar onde estava, segundo o sindicato.

O Teamsters Local 813, que representa os profissionais nas instalações de processamento de lixo em Long Island, onde Eber trabalhava desde 1991, pressionou os representantes do ICE e do Departamento de Segurança Nacional (DHS) para liberá-lo.

“Eu estou triste e francamente chocado que o Eber foi deportado tão rapidamente. Isso está acontecendo a imigrantes por todo o país e a desumanidade é óbvia em cada história. Hoje, uma família foi despedaçada e agora está sem o arrimo”, disse George Miranda, chefe do Teamsters Joint Council 16.

“O nosso sindicato perdeu um membro valioso. Nos próximos dias estaremos criando um fundo para a família Garcia Vasquez para ajudar na cobertura das despesas. Nós continuaremos a lutar pela justiça para todos os imigrantes”, acrescentou.

A mulher de Garcia, Maria, que recentemente mudou-se com a filha mais nova para a Virgínia para fugir da violência das gangues de rua em Long Island, está numa cadeira de rodas há 4 meses em decorrência de um acidente de carro grave. Sem a renda de Eber, a família corre o risco de perder a casa na Virgínia, informou o advogado.

A esposa de Vasquez e o filho mais velho dele, Melvin, de 25 anos, são cidadãos americanos e ambos preencheram aplicações para o green card em nome dele. Isso poderá fazer com que ele retorne aos EUA nos próximos 2 ou 3 anos, mas os danos financeiro e emocional sem a presença dele serão difíceis de recuperar.

 

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