Imigrante processa EUA por morte da filha durante detenção

Foto11 Yasmin Suarez e Mariee Imigrante processa EUA por morte da filha durante detenção
Yazmin Juarez alega que a filha, Mariee, não recebeu os cuidados médicos adequados, resultando na morte da criança

Yazmin Juarez pede US$60 milhões de indenização pelo falecimento da filha, Mariee, de 1 ano e 7 meses

A mãe de uma criança que morreu semanas depois de ser libertada de um centro de detenção de imigrantes no Texas entrou com uma ação judicial por morte culposa pedindo US$ 60 milhões ao governo dos Estados Unidos. A filha de Yazmin Juarez, de 1 ano e 7 meses, Mariee, morreu em maio, seis semanas depois de serem libertadas do centro em Dilley (TX).

Juarez e o advogado dela alegam que o Departamento de Imigração (ICE) e a administração do centro forneceram cuidados médicos abaixo do padrão à criança depois que ela sofreu uma infecção respiratória durante a detenção.

“O governo dos EUA tinha o dever de fornecer a essa menina condições sanitárias seguras e cuidados médicos adequados, mas eles não conseguiram fazer isso, resultando em consequências trágicas”, disse o advogado R. Stanton Jones em um comunicado.

“Mariee entregou a Dilley uma menina saudável e 20 dias depois recebeu uma criança gravemente doente com infecção respiratória e risco de vida. A Mariee morreu poucos meses antes de seu segundo aniversário porque a ICE e outras pessoas responsáveis por seus cuidados médicos negligenciaram em fornecer o padrão mais básico de cuidados, pois a condição dela se deteriorou rapidamente e a mãe, Yazmin, pediu ajuda”, acrescentou.

Agentes de imigração prenderam mãe e filha em março depois que elas vieram da Guatemala e cruzaram clandestinamente a fronteira dos EUA via Rio Grande. Elas foram levadas para o Centro Residencial Familiar do Sul do Texas, onde foram mantidas por 3 semanas. Juarez procurou tratamento médico para a filha no dia 11 de março; seis dias depois de chegarem à instalação de Dilley, disse seu advogado.

Na unidade, a criança ficou cada vez mais doente e Juarez repetidamente procurou atendimento de saúde para a filha, mas foi prescrito medicamentos que não melhoraram sua condição, acrescentou o advogado.

Assim que foram libertadas da instalação, Juarez levou Mariee para New Jersey, onde sua mãe mora e procurou atendimento médico no dia seguinte. Mariee foi hospitalizada por insuficiência respiratória por 6 semanas e morreu no Hospital Infantil da Filadélfia, em 10 de maio, de acordo com o advogado de Juarez.

“Depois que ficou claro que Mariee estava gravemente doente, o ICE simplesmente dispensou mãe e filha”, disse Jones. “Yazmin imediatamente procurou atendimento médico para o bebê, mas já era tarde demais”.

Juarez processou várias agências do governo, incluindo o Departamento de Segurança Interna DHS e o ICE. A Patrulha da Fronteira (CBP) se recusou a comentar, citando litígios pendentes.

Uma porta-voz do ICE defendeu o atendimento médico na instalação. “O ICE está comprometido em garantir o bem-estar de todos os que estão sob a custódia do órgão, incluindo o acesso a cuidados médicos necessários e apropriados”, disse Jennifer Elzea. “A equipe inclui enfermeiras e auxiliares de enfermagem licenciados, provedores de saúde mental licenciados, provedores de nível médio que incluem um assistente médico e enfermeiro, um médico, atendimento odontológico e acesso a atendimento de emergência 24 horas”.

Em agosto, o advogado de Juarez apresentou uma queixa contra a cidade de Eloy, Arizona, que era a principal contratada do governo federal para operar a instalação de Dilley. A ação judicial pede US$ 40 milhões por morte culposa.

 

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