Indocumentado diz que entrevista o fez ser preso pelo ICE

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Agentes do ICE procuraram Baltazar Aburto Gutierrez depois que ele concedeu entrevistas aos jornais Chinook Observer e o Seattle Times

Baltazar Aburto Gutierrez conversou com jornalistas sobre a prisão e deportação da companheira Gladys Diaz

Um imigrante indocumentado mexicano que conversou com repórteres sobre a prisão e deportação da companheira foi também detido. Ele alega que, durante a detenção, os agentes do Departamento de Imigração (ICE) o informaram que foi devido à matéria publicada nos jornais.

Baltazar “Rosas” Aburto Gutierrez, de 35 anos, concedeu uma entrevista ao aos jornais Chinook Observer e o Seattle Times, depois que agentes do ICE detiveram a namorada dele em junho. Ele foi indicado somente pelo sobrenome no Observer e nem pelo nome no Times. Ele relatou, através de uma ligação telefônica do Northwest Detention Center em Tacoma, que ele foi preso na manhã de segunda-feira (27) em Ocean Shores, onde ele vive e trabalha como catador de ostras.

Gutierrez detalhou que um agente disse-lhe: “O meu supervisor pediu-me para vir e encontrar você devido àquilo que apareceu no jornal”.

A porta-voz do ICE, Lori Haley disse ao Times que, como regra, o órgão não retalia, mas, quando perguntada sobre o caso envolvendo Gutierrez, ela evitou fazer comentários.

“O ICE realiza operações específicas de acordo com a lei federal e a política do órgão e, algumas vezes, exercita o livre arbítrio quando as circunstâncias de um caso em particular como o cuidado de um menor ou o estado de saúde de um estrangeiro”, respondeu o ICE num comunicado enviado por Haley.

“Isso não significa que um estrangeiro esteja isento do cumprimento futuro das leis migratórias”, acrescentou.

Gutierrez vive nos EUA há 18 anos e tem filhos com a companheira Gladys Diaz. Ela foi detida quando foi com os filhos encontrar alguém que respondeu ao anúncio da venda de uma piñata feita em casa por Diaz; na realidade era uma cilada. Antes que os agentes a levassem embora, Gutierrez relatou que os agentes a levaram até em casa para que ela pudesse deixar os filhos com ele. Uma vez que ele também estava em situação migratória irregular no país, ele se recorda ter perguntado: “Por que vocês não levam todos nós?”

Desde então, Gladys foi deportada e agora vive em Puerto Vallarta com os filhos. Ela chorou quando comentou a prisão do companheiro durante a entrevista por telefone, publicou o Times. Ela disse não saber como irá sustentar a família; pois Gutierrez enviava grande parte do salário para eles no México.

 

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