Indocumentado liberado pelo ICE corre risco de deportação

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Juan Vivares, a esposa Yahaira Burgos e o filho Christopher, de pouco mais de 1 ano de idade, após a liberação

Juan Vivares deve usar um bracelete GPS no tornozelo, enquanto sua advogada apresenta uma nova petição de asilo e espera a decisão da petição familiar

Um imigrante colombiano, cuja detenção foi considerada um sinal do combate da administração Trump à imigração clandestina, foi liberado e retornou ao convívio de sua família no Bronx (NY). Juan Vivares cruzou clandestinamente a fronteira com o México em 2011. Ele perdeu a apelação final do pedido de asilo em 2016 e foi enviado a um centro de detenção no Texas, depois de comparecer à uma reunião de rotina com um agente de imigração em Manhattan (NY), em março.

Na época, a advogada de Vivares, Rebecca Press da Central American Legal Assistance, relatou que a detenção de seu cliente não era comum porque ele não tinha antecedentes criminais e a esposa dele, cidadã norte-americana o havia patrocinado para o green card. A aplicação ainda está pendente, mas representantes do Departamento de Imigração (ICE) insistem que Vivares era “deportável” porque havia perdido o pedido de asilo. Independente disso, Press apresentou um pedido de suspensão de deportação e seu cliente foi liberado no final de abril pelo ICE.

Após passar duas semanas no centro de detenção do Texas, Vivares disse que estava ansioso para recomeçar a vida com a esposa e o filho de pouco mais de 1 ano. “Eu quero voltar ao meu trabalho, você sabe, retornar à vida normal e, talvez, no futuro comprar uma casa”, disse ele.

Vivares deve usar um bracelete GPS no tornozelo, enquanto sua advogada apresenta uma nova petição de asilo e espera a decisão da petição familiar. O sindicato da esposa, o 32BJ, realizou uma celebração pela libertação do imigrante e convidou repórteres.

Rebecca frisou ser importante que alguém que era considerado anteriormente prioridade baixa para a deportação agora pode ser detido. “Eu espero que o caso de Juan sirva para que toda a população americana tome conhecimento de quanto o nosso sistema migratório está quebrado”, disse ela, “e nós chegamos ao ponto de que exigimos mudanças para que as nossas leis migratórias se tornem o reflexo dos nossos valores e aquilo em que acreditamos”.

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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