Juízes de imigração processam governo por condições precárias de trabalho

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Judge Ashley Tabaddor, president of the National Association of Immigration Judges, called new Justice Department quotas on the number of cases judges have to hear a “lose-lose” situation for immigration courts and defendants in them. (Photo by Daniel Perle/Cronkite News)

Na sexta-feira (27), o sindicato que representa os mais de 400 juízes de imigração nos EUA iniciou 2 processos judiciais junto à FLRA

Os juízes de imigração dos EUA estão alegando condições injustas de trabalho, após o Departamento de Justiça (DOJ) incluiu uma postagem de um website abertamente contra a imigração num encontro matinal e desafiou o direito dos magistrados a serem representados por um sindicato trabalhista. Na sexta-feira (27), o sindicato que representa os mais de 400 juízes de imigração nos EUA iniciou 2 processos judiciais junto à Autoridade Federal de Relações Trabalhistas (FLRA). Os processos darão início a uma investigação, sendo esse o objetivo dos juízes, que são funcionários do DOJ.

A Juíza Ashley Tabaddor, que lidera o sindicato dos magistrados, disse no discurso proferido no National Press Club, na sexta-feira (27), que o trabalho efetuado pelos juízes está se tornando quase impossível devido às políticas injustas da administração Trump. Ela alegou que isso tem levado alguns magistrados a julgarem com medo de perder seus empregos.

“Nos últimos três anos e, particularmente, nas últimas semanas, o DOJ tem dado passos grandes, dramáticos e revolucionários para desmontar o tribunal e atingir, honestamente, o centro dos princípios que nós juízes e americanos acalentamos”, disse Ashley.

Os juízes confrontaram com o DOJ durante mais de 1 ano com o caso do preenchimento de cotas e limites na habilidade deles de administrarem o acúmulo frequente de casos. Tabaddor relatou que o volume de casos acumulados já ultrapassou 1 milhão.

As ações judiciais foram iniciadas depois que o DOJ perguntou ao FLRA se o sindicato deveria ter o direito de existir. O DOJ argumentou que os juízes são oficiais de gerenciamento, alegação que os magistrados discordam, frisando que eles não gerenciam ninguém.

O Escritório Executivo para Revisões Migratórias (EOIR), o órgão da justiça que inclui os tribunais de imigração, enviou aos juízes “briefings” matinais com uma postagem do website VDare com links atacando os juízes usando ofensas racistas. O DOJ alegou que os briefings diários foram redigidos por uma empresa contratada e que tal postagem não deveria ser incluída. As autoridades disseram que o DOJ condena o antissemitismo de todas as formas. Tabaddor rebateu, dizendo que os juízes nunca receberam pedidos de desculpa por tal briefing.

 

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