Juul não recolhe e-cigarettes contaminados, diz ex-vice-presidente

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Breja alega que a companhia enviou “pelo menos 1 milhão de cigarros eletrônicos sabor de menta contaminados em março “em total desrespeito às leis, segurança e saúde públicas”

A empresa é acusada de ter distribuído no mercado pelo menos 1 milhão de cigarros eletrônicos contaminados 

A Juul distribuiu no mercado pelo menos 1 milhão de cigarros eletrônicos contaminados e, ao invés de alertar os consumidores, os executivos da empresa os chamaram de “bêbados e fumantes fil*os da pu*a”, segundo uma ação judicial. O ex-vice-presidente da companhia, Siddharth Breja, a está processando no tribunal depois de ter sido demitido “em retaliação pela denúncia”, a qual os outros executivos temem que possa custa-lo bilhões de dólares e manchar a imagem da Juul, conforme a ação judicial apresentada na terça-feira (29), na Califórnia. Ele alega que a companhia enviou “pelo menos 1 milhão de cigarros eletrônicos sabor de menta contaminados em março “em total desrespeito às leis, segurança e saúde públicas”.

“Primeiramente, ele estava mais preocupado com o bem-estar público, especialmente depois dos relatos de clientes que sofreram convulsões devido ao uso dos produtos da Juul”, detalha a ação, considerando o não recolhimento dos produtos “não somente ilegal”, mas uma “violação ética”.

Os documentos apresentados no tribunal não especificaram o tipo de contaminação nas unidades de sabor menta (Mint Refill Kits).

Em fevereiro, Breja também denunciou o fato de a campanhia estar vendendo produtos fabricados há 1 ano e não imprimir nas embalagens as datas de fabricação para os clientes não soubessem.

“A metade dos nossos clientes são bêbados e fumam como fil*os da pu*a, quem iria notar a qualidade de nossas unidades?” Teria dito Kevin Burns, que deixou o cargo em setembro, repetindo o mantra usado por outros executivos da empresa, alega a ação judicial.

Breja diz que os executivos da companhia estavam furiosos com as exigências dele de recolher as unidades contaminadas ou a emissão de alerta. Ainda segundo ele, foi lembrado da lealdade à empresa, pois as sugestões dele poderiam custar bilhões de dólares e manchar a imagem da empresa. Ele foi demitido em 21 de março, de “forma fria e calculada numa tentativa de silenciá-lo e servir como exemplo aos outros funcionários”.

Na quarta-feira (30), a Juul informou que “defenderá vigorosamente” a ação judicial. “As alegações do Sr. Breja são sem base. Ele foi demitido em março de 2019 porque falhou em mostrar as qualidades de liderança necessárias ao cargo dele”.

“As alegações no que diz respeito aos assuntos de segurança relacionados aos produtos da Juul são igualmente sem base, pois já investigamos os problemas na linha de produção e determinamos que os produtos cumprem os padrões de qualidade”, concluiu a empresa.

 

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