Karol Eller será intimada a prestar depoimento no Brasil

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O rosto desfigurado de Karol Eller depois da agressão ocorrida num quiosque na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio (Foto: Reprodução)
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A YouTuber Karol Eller antes do incidente ocorrido no Rio de Janeiro (RJ), no domingo (15) (Foto: Instagram)

Imagens gravadas por câmeras no quiosque onde ocorreu a agressão conflitam com a versão dada por Karol Eller, que já viveu em Massachusetts

Imagens gravadas por câmeras de segurança no quiosque na praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ), revelaram uma versão completamente diferente da relatada pela ex-imigrante e YouTuber Karol Eller. No vídeo, ela demonstra agitação e, momentos depois, avança contra o supervisor de manutenção Alexandre da Silva, de 42 anos. Ele afirmou ao jornal Extra que planeja processar judicialmente Karol, que é assumidamente lésbica e o acusou, no último domingo (15), de tê-la agredido após ataques homofóbicos.

Silva relatou ter recebido ameaças de morte e de linchamento, além de ter perdido o emprego devido às acusações. “Eu fiquei como monstro e ela, como mocinha. Estão me atacando, atacando minha filha. Fiquei chateado porque não sei o que levou elas a fazerem isso. Não existe isso de eu ter sido homofóbico. Eu tenho parente gay, tenho parente lésbica, amigos gays e lésbicas, eu convivo com essas pessoas, jamais iria ofender, não tem lógica”, disse ele ao Extra.

Na terça-feira (17), ambos prestaram depoimento na 16ª Delegacia de Polícia, acompanhados de testemunhas. Na ocasião, a delegada Adriana Belém afirmou que se tratava de “um caso típico de homofobia”, mas, ao ouvir funcionários do quiosque e assistir às imagens das câmeras de segurança do local, ela mudou de opinião sobre a motivação das agressões.

Adriana disse que Karol poderá ser indiciada por denunciação caluniosa e porte ilegal de arma, uma vez que portava a pistola da namorada, que é policial. Já Silva continua sendo investigado como suspeito da agressão contra ela.

Alexandre relatou que havia ido buscar uma cerveja no quiosque e viu a YouTuber demonstrando agitação e exibindo uma pistola na cintura. Um amigo dele, Guilherme, que é agente penitenciário, perguntou a Karol se ela também era policial. No momento, ela teria se identificado como “delegada federal”, mas a namorada dela, Suellen Silva dos Santos, a desmentiu. Suellen disse a Guilherme que ela sim era policial civil, ambos apresentaram suas identificações e resolveram guardar suas armas em seus carros.

“O Guilherme perguntou por que a Karol estava com a arma dela. Suellen sorriu e disse que ela ia guardar para ela. Karol estava agitada, pegou a arma para tirar o carregador e a bala da agulha, deixou cair o pente. Quando agachou para pegar, deixou a pistola cair. Pedimos novamente para ela devolver a arma, mas ela dizia que tinha experiência. A gente estava numa boa. O Guilherme propôs: ‘Eu guardo minha arma no carro e ela guarda a dela’. Aí, com sacrifício, ela devolveu a arma para a Suellen, que foi até o carro para guarder”, relatou Silva ao Extra.

Na volta ao quiosque, Karol teria demonstrado ciúmes de Suellen com Alexandre, iniciando uma discussão. O vídeo das câmeras de segurança registram a YouTuber tentando avançar contra Silva, sendo contida por Guilherme. Após conseguir esquivar-se, Karol puxa a camisa de Alexandre e os dois caem no calçadão. Ele consegue se levantar e desfere dois chutes na YouTuber, errando um.

O advogado de Karol, Rodrigo Assef, insiste que a cliente dele é inocente, destacando o estado de deformação em que ficou o rosto da YouTuber. Caso seja comprovado que Karol e Suellen mentiram, elas poderão ser indiciadas judicialmente por denunciação caluniosa.

. Sucesso nas redes sociais e apoio a Bolsonaro:

Atualmente, Eller possui 79 mil seguidores no YouTube e aproximadamente 239 mil no Instagram, totalizando 6.022 publicações. Ela, que já viveu em Massachusetts, é apoiadora ardente do governo atual e, inclusive, amiga íntima da família, postando várias fotos no Instagram posando com membros do clã Bolsonaro. Ela defende que administração atual está “fazendo um trabalho excepcional” que “devolve a credibilidade” ao Brasil.

Na quinta-feira (5), a revista Época publicou que Eller havia sido contratada para ocupar o cargo de assessora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), recebendo o salário de R$ 10.700 (US$ 2.632).

 

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