Autoridades desistem de deportar entregador de pizzas

Foto24 Pablo Villavicencio Luciana e Antonia Autoridades desistem de deportar entregador de pizzas
O imigrante Pablo Villavicencio e as filhas Luciana (esq.) e Antônia (dir.), ambas nascidas nos EUA (Foto: CourtHouseNews)

Pablo Villavicencio foi detido quando entregava comida numa base militar no Brooklyn (NY)

As autoridades federais encerraram a briga para deportar o equatoriano Pablo Villavicencio enquanto ele tenta obter a residência legal permanente (green card). Na sexta-feira (5), numa carta de 1 página, promotores públicos federais em Manhattan (NY) informaram que estão abandonando os planos de apelar junto à Corte a ordem que libertou Villavicencio da detenção do Departamento de Imigração (ICE) e, assim, impediu a deportação dele.

A decisão significa que Pablo, preso quando entregava pizza numa base militar em Nova York, não deve se preocupar em ser detido pelo ICE, ao menos que não consiga obter os papéis necessários para viver legalmente nos EUA.

O morador de Hempstead, Long Island (NY), tornou-se uma causa célebre no debate migratório depois que foi posto em processo de deportação, após ter os dados migratórios investigados quando entregava comida numa base militar no Brooklyn. Na ocasião, as autoridades descobriram que ele tinha uma ordem de deportação emitida em 2010. Entretanto, um juiz federal em Manhattan ordenou que Villavicencio, pai de duas meninas nascidas nos EUA, fosse liberado depois de saber que o imigrante estava em meio a um processo que tramita no Departamento de Segurança Nacional (DHS) para cancelar a ordem de deportação. O magistrado criticou o ICE por tentar deportar Pablo enquanto ele estava passando pelo processo apropriado rumo à legalização. O entregador já havia feito entregas anteriormente no local. Logo após a prisão dele, outros entregadores na região demonstraram ultraje e receio de entregar comida na base militar.

Villavicencio, que é casado legalmente com uma cidadã americana, “deveria ser permitido passar pelo processo”, disse o Juiz Paul Crotty. “Ele merece isso devido ao trabalho árduo, a dedicação dele à família e seu antecedente limpo”.

As autoridades federais evitaram comentar o caso.

O advogado de defesa de Villavicencio, Gregory Copeland, disse que concordou com a suspensão da apelação sem fazer muitas perguntas. “Não é um grande uso de meu tempo ficar batendo à porta e perguntando o porquê”, brincou ele.

 

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