Mais um brasileiro é indiciado no caso do “colchão milionário”

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Agentes federais encontraram US$ 17 milhões escondidos embaixo de um colchão em Westborough (MA)
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A ação judicial contra Leonardo Casulo Francisco foi apresentada na Corte Federal de Boston (detalhe)

Leonardo Casula Francisco foi indiciado na terça-feira (7) através de uma ação judicial apresentada na Corte Federal de Boston (MA)

Um segundo brasileiro foi acusado de envolvimento na operação de lavagem de dinheiro ligada ao esquema massivo de fraude fora dos Estados Unidos que levou a descoberta de US$ 17 milhões escondidos debaixo de um colchão em um apartamento em Massachusetts. O brasileiro Leonardo Casula Francisco foi indiciado na terça-feira (7) através de uma ação judicial apresentada na Corte Federal de Boston que também inclui outro brasileiro, Cleber Renê Rizerio Rocha, que foi preso em janeiro.

Leonardo permanece no Brasil, segundo a Promotoria Pública Federal em Boston, e, como cidadão brasileiro, ele não está sujeito à extradição aos EUA. O advogado de Rocha, Raymond Sayeg, informou na quarta-feira (8) que seu cliente planeja alegar inocência.

O caso é reminiscente da investigação relacionada a TelexFree, uma companhia com sede em Marlborough (MA) que vendia serviços telefônicos via a internet e foi fundada pelo norte-americano James Merrill e o brasileiro Carlos Wanzeler, tio de Leonardo.

Os procuradores públicos alegam que a TelexFree era um esquema de pirâmide que não lucrava quase nada com os serviços telefônicos, mas sim faturava milhões de dólares de milhares de pessoas que pagavam para ser “promotores” e postar anúncios online da empresa.

A TelexFree apresentou pedido de falência em 2014, informaram os procuradores públicos. O total de 965.225 pessoas lesadas nos EUA, Brasil e outros países, que perderam US$ 1.76 bilhão quando a pirâmide desmoronou.

Merrill, que foi preso em maio de 2014, está agendado para ser sentenciado na quarta-feira (22), depois de assumir a culpa com relação às acusações de conspiração e fraude no envio de dinheiro, em outubro de 2016. Wanzeler fugiu para o Brasil em 2014 e não pode ser extraditado.

Segundo documentos apresentados no tribunal na terça-feira (7), em meados de 2015, Leonardo pediu à uma testemunha que cooperava com a polícia para ajudar a transferir o dinheiro gerado através da fraude que estava escondido na região metropolitana de Boston para fora dos EUA. Os dois combinaram que alguém seria enviado aos EUA para entregar o dinheiro à testemunha, que o transferiria para contas bancárias em Hong Kong e de lá para o Brasil, detalharam os promotores públicos. Em dezembro, Leonardo enviou Rocha aos EUA para entregar o dinheiro à testemunha.

Os promotores públicos relataram que, após um encontro em 4 de janeiro em um estacionamento, Rocha entregou à testemunha US$ 2.2 milhões numa valise. Os agentes federais seguiram Rocha até Westborough (MA), num conjunto de apartamentos. Eles retornaram ao local depois de prender Rocha e encontraram US$ 17 milhões escondidos debaixo de um colchão.

 

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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