Média de 100 brasileiros é presa ao mês na fronteira dos EUA

Foto6 Prisao CBP Média de 100 brasileiros é presa ao mês na fronteira dos EUA
Aproximadamente, 35 mil pessoas foram detidas quando tentavam cruzar clandestinamente a fronteira em junho

Mais da metade é deportada e somente 2% daqueles que solicitam asilo aos EUA são aceitos

Na média, 100 brasileiros são presos todos os meses por tentar cruzar clandestinamente a fronteira entre o México e os EUA, segundo dados oficiais coletados durante os últimos 7 meses. O estudo foi realizado em conjunto com o jornal Folha de São Paulo e a Universidade Syracuse; utilizando dados disponíveis da Patrulha da Fronteira (CBP), órgão responsável pela segurança na região. Mais da metade é deportada e somente 2% daqueles que solicitam asilo aos EUA são aceitos.

Aproximadamente, 35 mil pessoas foram detidas quando tentavam cruzar clandestinamente a fronteira em junho. Durante esse período, 34.911 pessoas foram presas, em contraste com 40.334 no mês de maio. Após avaliar os índices altos de entradas clandestinas na última primavera, especula-se que a administração atual aprecie os novos números.

Embora a administração Trump tenha feito do combate à imigração clandestina prioridade, incluindo a política de “tolerância zero” que separa pais e filhos presos na divisa entre os EUA e México, é quase impossível atribuir tal declínio à qualquer política específica. Não levando em consideração 2017, que desafiou todas as tendências sazonais, tem ocorrido o declínio consistente entre os meses de maio e junho desde 2000. O índice de quedas varia todos os anos.

Em maio, a administração atual pôs em vigor a política de “tolerância zero”, a qual resultou na separação de milhares de filhos e pais detidos. Tal prática gerou críticas ardentes de ambos os partidos, fazendo que o Presidente Donald Trump suspendesse a política no final de junho e ordenasse que as famílias fossem mantidas juntas.

Pela segunda vez numa semana, um juiz federal em Chicago (Ill.) determinou que um menino brasileiro fosse liberado e reunido com a mãe, depois que eles foram separados na fronteira dos EUA com o México. Na quinta-feira (5), Sirley Silveira Paixão sorria e depois chorou quando abraçava os advogados dela, após o Juiz Manish S. Shah ter emitido a ordem durante uma audiência rápida. O filho da brasileira, Diego, de 10 anos, deve ser liberado do abrigo em Chicago, administrado pela Heartland Alliance, ainda na tarde de quinta-feira.

Sirley e o filho foram separados por patrulheiros em 24 de maio, nas proximidades da cidade de Santa Teresa (NM), quando eles cruzaram clandestinamente a fronteira dos EUA em busca de asilo. “Eu estou muito, muito feliz hoje que voltarei para casa com o meu filho”, disse ela. “Ele estará bem ao meu lado e ele não irá mais a lugar algum, nunca mais”.

A brasileira assumiu a culpa com relação à acusação de ter entrado clandestinamente nos EUA, explicou um dos advogados dela, Jesse Bless, e ela foi sentenciada pelo tempo em que teve detida. Ele acrescentou que a detenção e separação foram implantadas como resultado da postural governamental de “tolerância zero”, a qual vigorava na época.

Apesar da previsão governamental de que a “tolerância zero” desencorajaria as passagens clandestinas em 2 ou 3 semanas, as detenções aumentaram em maio, segundo documentos obtidos pelo canal de notícias CNN. Embora tenha havido, um aumento no índice de entradas clandestinas em junho, os números atuais são bastante consistentes com os dos últimos meses e se equiparam com os índices dos últimos anos.

O número de pessoas devolvidas aos seus países de origem nos postos de entrada em junho desse ano não estavam disponíveis. O porta-voz do Departamento de Segurança Nacional (DHS) disse que o órgão não comenta números não oficiais.

 

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