Moradora de rua desiste de voo para o Brasil em Newark

Foto13 Sueli Terto da Silva Moradora de rua desiste de voo para o Brasil em Newark
Sueli Terto da Silva, de 51 anos, embarcaria no Aeroporto Internacional de Newark para o Brasil na segunda-feira (5)

Sueli Terto da Silva, de 51 anos, passava os dias nas imediações da Penn Station, onde pedia dinheiro às pessoas que circulam pelo local

Penalizados com a situação da moradora de rua Sueli Terto da Silva, de 51 anos, natural do Rio de Janeiro, voluntários de uma igreja no bairro do Ironbound, em Newark (NJ), decidiram ajuda-la e enviá-la de volta à família dela no Brasil. Antes de ser acolhida pelos voluntários, em 29 de julho, a brasileira passava os dias nas imediações da Penn Station, na mesma cidade, onde pedia dinheiro às pessoas que circulam pelo local.

Conforme uma voluntária, que pediu para não ser identificada, Sueli relatou-lhe que passou a viver nas ruas depois de ter sido atropelada. Entretanto, essa versão  provou não ser verdadeira com o passar dos dias. Como ela não portava documentos brasileiros, a voluntária a levou ao Consulado Geral do Brasil em Nova York para que esse problema fosse sanado, permitindo assim a emissão de uma passagem de volta ao Brasil, marcada para segunda-feira (5). A moradora de rua é cidadã dos EUA naturalizada.

Enquanto Sueli aguardava a data da viagem, as voluntárias deram-lhe banho, cuidaram dos cabelos, compraram roupas novas, malas e conseguiram um quarto num hotel local. Entretanto, ela recusou-se a ir para o hotel e rumou para o conjunto habitacional do governo (Project) na South Street, também no Ironbound, conhecido na área pela criminalidade alta e tráfico de drogas.

O bilhete aéreo para o Brasil foi comprado graças à ajuda de um grupo de voluntários.

“No dia da viagem, ela pediu para ir a esse projeto porque tinha que resolver ‘algo’ e voltou alterada”, relatou a voluntária, acrescentando que Silva tentou consumir drogas no interior do taxi a caminho do Aeroporto Internacional de Newark.

Após o despacho das malas, as voluntárias deixaram Sueli no portão de embarque do aeroporto. Entretanto, horas depois, ela telefonou para as voluntárias alegando que não havia embarcado porque o voo estava “lotado”, portanto, não havia lugar para ela. Além disso, ela alegou que a família dela no Brasil não teria condições de acolhê-la porque era muito pobre. Uma sobrinha da moradora de rua contatou as voluntárias nos EUA e informou que os familiares dela, realmente, eram pobres, mas que tinham condições materiais de cuidar dela e que não passavam necessidades. A sobrinha acrescentou que os parentes no Brasil desconheciam a dependência química dela ou qualquer distúrbio mental.

“Nós falamos para ela (Sueli) que não funcionava assim. A passagem área já havia sido comprada, portanto, o assento estava reservado. Ela remarcou o voo três vezes”, disse a voluntária. “As malas dela foram embarcadas e chegaram ao Brasil”.

Além disso, a voluntária relatou que Sueli queria mais dinheiro das doações e chegou a ameaçar as pessoas que inicialmente a ajudaram.

“Não quero mais ouvir falar dela na minha vida. Não sei se me envolveria mais com usuários de drogas, mas Deus tem o seu propósito para tudo. Não será por isso que eu deixarei de ajudar aqueles que precisam, mas serei mais cuidadosa no futuro, tentarei obter mais informações”, concluiu a voluntária.

 

Related posts

Comentários

Send this to a friend