Mulher de brasileiro deportado diz que marido é inocente de homicídio

Foto3 Sueli Gomes Mulher de brasileiro deportado diz que marido é inocente de homicídio
Sueli Gomes namorou no Brasil Luciano Couto quando estava separada do marido, Varley Ramos Costa, que vivia nos EUA
Foto3 Varley Ramos Costa Mulher de brasileiro deportado diz que marido é inocente de homicídio
Varley Ramos Costa tinha um mandado de prisão vigente no Brasil e foi deportado em outubro desse ano

Sueli Gomes alegou que Varley Ramos vivia nos EUA e desconhecia o namoro que ela teve com o segurança Luciano Couto

Na segunda-feira (12), a empresária Sueli Gomes, de 48 anos, disse durante uma audiência em Goiânia (GO) que o marido, o pedreiro Varley Ramos Costa, de 53 anos, é inocente da acusação de homicídio. O casal morava nos EUA e foi deportado em outubro desse ano. Ele era procurado pelas autoridades brasileiras pelo suposto envolvimento no assassinato a tiros do segurança Luciano Couto, quem Sueli namorou durante o tempo em que esteve separada do marido. Conforme o Ministério Público, a vítima recebia ameaças constantes de Varley, pois ele não se conformava com o fato de a esposa ter mantido um relacionamento amoroso com outro homem, mesmo que eles estivessem separados. O casal tem 2 filhos.

Em defesa do marido, Sueli alega que Varley nunca soube do envolvimento dela com Luciano, portanto, não poderia ter sentido raiva de algo que não tinha conhecimento. “Ele não sabia de nada”, disse ela.

“Ele é inocente, eu tenho certeza. Me dói muito ver ele nessa situação. Eu não o traí, a gente estava separado na época, mas eu sempre escondi dele, dos meus filhos, da minha família esse namoro. Como ele ia ameaçar alguém que ele não sabia quem era e de algo que ele também não tinha conhecimento”, alegou Gomes.

Sueli e Varley casaram-se em 1986 e, em 2002, a união estava em crise e eles se separaram, mas não divorciaram. Nessa ocasião, ele imigrou para os EUA e ela permaneceu no Brasil, onde iniciou o romance com Luciano. Em dezembro de 2004, após terminar o relacionamento com Couto, ela também imigrou para os EUA, onde reatou o casamento com Varley. A vítima foi assassinada em dezembro de 2015, quando o casal já vivia no exterior.

“Não sei quem matou o Luciano, mas ele jogava muito valendo dinheiro, discutia direto, ficava agressivo”, disse ela sobre a vítima.

O advogado de defesa de Sueli alegou que “não há prova alguma e nem indícios que (o acusado) contratou ou pagou alguém para cometer esse crime. Não tem registro telefônico, prova de transação bancária, nada”, disse Mário Rocha.

Jucilene Soares, tia da vítima, relatou na audiência que tomou conhecimento das ameaças sofridas por Luciano através de outras pessoas. Ela acrescentou que o pai da vítima presenciou o crime, sendo baleado no braço, mas que também já faleceu e a esposa dele sofre de demência, portanto, não se recordando do caso.

. Entenda o caso:

Em 23 de outubro, o Departamento de Fiscalização da Imigração & Remoções (ERO), órgão subordinado ao Departamento de Imigração (ICE), deportou o goiano Varley Ramos Costa, que entrou clandestinamente nos EUA em data e local desconhecidos e sem ser entrevistado por um oficial de imigração. Em 25 de maio de 2017, agentes da ERO prenderam Costa do lado de fora da residência dele na Filadélfia (PA). Na ocasião, as autoridades receberam um mandado de prisão contra o brasileiro e constataram que ele vivia irregularmente nos EUA, portanto, sendo passível de deportação.

Em 21 de setembro de 2017, um juiz de imigração ordenou que Costa fosse removido, uma decisão que posteriormente foi confirmada após a apelação. Em 28 de fevereiro de 2018, o brasileiro entrou com um pedido de revisão e uma moção para suspensão da remoção no 3º Tribunal de Apelações, resultando em uma suspensão temporária. Em 2 de agosto de 2018, o 3º Circuito do Tribunal de Apelações negou a moção de suspensão e cancelou a permanência temporária, abrindo caminho para a repatriação dele ao Brasil. Varley foi deportado dos Estados Unidos e entregue às autoridades judiciais brasileiras sem incidentes.

. O crime:

No dia 15 de dezembro de 2005, por volta das 9:30 pm, em frente à residência localizada na rua Independência, quadra 35, lote 9, setor Capuava, em Goiânia (GO), uma pessoa não identificada acompanhada de outro indivíduo em uma motocicleta atirou fatalmente contra Luciano Carvalho Couto. Na ocasião também foi atingido João Pereira Couto, pai da vítima, ao tentar impedir que o filho continuasse sendo alvejado. Duas pessoas não identificadas e desconhecidas na região, em uma moto, foram até a casa de Luciano. Uma delas, se identificando como Diego, perguntou pela vitima, sendo informada por familiares que Luciano estava tomando banho. Posteriormente, quando a vitima abriu o portão, foi surpreendida pela pessoa que estava na garupa da moto e o alvejou sem nada dizer. João, visando defender o filho, arremessou uma cadeira contra o atirador, sendo atingido no braço.

 

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