Mulher morre após “levantamento de bumbum”

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Ranika Hall perdeu a consciência e parou de respirar, informou a polícia

A americana Ranika Hall morreu na mesma clínica em que faleceu Heather Meadows, em Hialeah (FL)

Quando Ranika Hall, de 25 anos, anunciou que viajaria até o sul da Flórida para fazer uma cirurgia de levantamento do glúteo (Brazilian butt lift, em inglês), sua família pediu-lhe que não se submetesse à cirurgia. Entretanto, a jovem, que havia dado à luz recentemente, não estava satisfeita com o formato do corpo após a gravidez.

“Eu tentei convencê-la a desistir disso. Eu realmente tentei”, disse Nicole Hall, mãe da jovem, ao canal NBC Miami. “Os irmãos e as irmãs dela também tentaram fazer com que ela desistisse disso”.

A americana, natural de Missouri, é a segunda paciente em menos de 1 ano que morre em decorrência do mesmo procedimento cirúrgico realizado na mesma clínica. Hall agendou a cirurgia na Eres Plastic Surgery na cidade de Hialeah (FL), a clínica em que Heather Meadows morreu em 2016 aos 29 anos devido ao mesmo procedimento. Quando Heather morreu, a clínica era chamada Encore Plastic Surgery e pertencia a outro dono.

Na quinta-feira (16), Hall perdeu a consciência e parou de respirar, informou a polícia. Ela foi declarada morta em um hospital local, aproximadamente às 10 horas da noite. “É difícil para mim entender”, disse Nicole. “Inacreditável, como se não fosse verdade”, acrescentando que “aguarda por respostas”.

O procedimento de levantamento de glúteo envolve a retirada da gordura localizada em outras áreas do corpo e injetada nos glúteos. Conforme o website da Eres Plastic Surgery, o procedimento custa US$ 3.500 e inclui 12 áreas de lipoaspiração.

Hall morreu depois que partículas de gordura provocaram falência dos órgãos ao bloquear as artérias dela, concluiu o Instituto Médico Legal, após a necropsia. Nicole lançou uma campanha no website GoFundMe.com cujo objetivo é pagar o custio com o traslado do corpo, velório e sepultamento da filha.

O Departamento de Polícia, Departamento de Saúde da Flórida e a Promotoria Pública do Condado de Miami-Dade investigam o caso.

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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