Murphy diz apoiar proibição da religião como razão para não vacinar crianças

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“Se isso acontecer, não falo sobre projetos de lei específicos, mas acho que demos a forte indicação de que apoiaríamos isso”, disse Murphy

Os comentários feitos pelo Governador ocorreram 2 dias depois que a votação da proposta S-2173 no Senado Estadual foi suspensa pela 2ª vez em um mês

Na quarta-feira (15), o Governador Phil Murphy deixou claro que assinaria um projeto de lei que não permitiria mais que os pais citassem a religião como razão para evitar que seus filhos recebessem as vacinas necessárias para frequentar a escola em New Jersey.

“Se isso acontecer, não falo sobre projetos de lei específicos, mas acho que demos a forte indicação de que apoiaríamos isso”, disse o governador democrata a repórteres durante um evento não relacionado em East Brunswick (NJ).

Os comentários feitos por Murphy ocorreram 2 dias depois que a votação agendada da proposta S-2173 no Senado Estadual foi suspensa pela 2ª vez em um mês. Na terça-feira (14), centenas de pais protestaram do lado de fora da sede do governo estadual, em Trenton (NJ). Entretanto, os líderes democratas do Legislativo estadual prometeram aprovar o projeto de lei na nova sessão legislativa de 2 anos que começou na terça-feira (14). Eles argumentaram que isso ajudaria a garantir que as crianças sejam melhor protegidas contra doenças, porque a ciência atual apoia a vacinação. Eles também argumentam que nenhuma religião importante se opõe às vacinas.

Os legisladores já introduziram novamente a proposta, que teria de ser aprovada na Câmara e Senado estaduais, ambos liderados por democratas; antes que Murphy pudesse assiná-la. Embora tenha passado na Assembleia no mês passado, os líderes dizem que faltou 1 voto para aprovar o projeto no Senado.

Os opositores alegam que a legislação afastaria os direitos dos pais, bem como a liberdade de religião. Alguns manifestantes também dizem que não confiam no governo e nas empresas farmacêuticas quando se trata da segurança de seus filhos.

Em dezembro, Murphy disse que “a segurança de todos os nove milhões de residentes é o trabalho número 1 para mim” e que seu governo baseia suas decisões “na ciência e nos fatos”. Ele também disse que reconhece “as paixões disso nos dois lados”, portanto, não diria definitivamente se ele assinaria o projeto de lei.

Depois que a votação de segunda-feira (13) foi cancelada, o presidente do Senado Estadual, Stephen Sweeney (D-Gloucester), pediu que Murphy fosse mais específico.

“Você não pode se esconder atrás das palavras”, disse Sweeney, que muitas vezes entra em conflito com o Governador. “Este é um problema de saúde pública. Como governador, ele deve ser muito claro em sua posição. Você deve apoiá-la (proposta)ou não”.

O projeto ganhou força após um surto de sarampo em Nova York no ano passado.

Um repórter perguntou a Murphy, na quarta-feira (15), se ele vê “o aumento dos casos de sarampo como uma ameaça à saúde pública” e, caso positivo, por que ele não apoiou essa proposta da mesma maneira que fez lobby a favor do projeto de lei que permite aos imigrantes indocumentados em New Jersey obterem carteiras de motorista.

“Não tenho certeza se estou qualificado para dizer se é uma crise pública ou não”, respondeu Murphy. “Isso não é um julgamento que eu faria”.

“Obviamente, é importante, e a segurança dos 9 milhões de pessoas que chamam esse estado de lar é o trabalho número 1 para mim pessoalmente e, em particular, especialmente os nossos filhos e populações vulneráveis”, acrescentou.

“Em segundo lugar, fui bem claro no fato que tomamos nossas decisões com base na ciência e dados e assim continuaremos”, continuou o Governador.

Depois que a proposta falhou por 1 voto em ser aprovada no Senado Estadual, no mês passado, os legisladores acrescentaram emendas à medida; sendo que a maior delas daria às creches e escolas privadas a opção de aceitar crianças não vacinadas. Apesar de ter recebido o apoio de um senador republicano, os líderes informaram que a proposta ainda está com 1 voto a menos na segunda-feira (13).

Os críticos disseram que as mudanças ainda são um problema, pois muitos pais não têm condições financeiras de enviar seus filhos para escolas particulares. Ainda não está claro se o projeto de lei original, a versão alterada ou outra proposta avançará na nova sessão legislativa.

 

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