Nova York planeja limpar mais de 200 mil arquivos criminais envolvendo maconha

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O projeto de lei que aprovava a legalização da maconha no estado de Nova York, apoiado pelo Governador Cuomo, não foi aprovado

A Divisão de Serviços & Justiça Social teria que selar 126.136 arquivos de delitos Classe B, além de outras 76.053 condenações que haviam sido desarquivadas  

As autoridades no estado de Nova York estão tentando descobrir uma forma de limpar  mais de 200 mil antecedentes criminais de posse de maconha. A proposta deverá ter a assinatura do Governador Andrew Cuomo para se tornar lei.

A Divisão de Serviços & Justiça Social teria que selar 126.136 arquivos de delitos Classe B em todo o estado, além de outros 76.053 condenações por violações que haviam sido desarquivadas pelos tribunais.

A maioria daqueles com condenações envolvendo maconha que teriam os antecedentes arquivados também possuem outras condenações que não seriam. O projeto de lei pede por uma campanha de informação pública para alertar os indivíduos sobre como eles podem pedir para as condenações criminosas serem destruídas.

Cuomo tende a assinar a proposta de descriminalização, aprovada no final de junho, e que também reduz as multas por porte de maconha abaixo de 2 onças (56.6 gramas). O projeto de lei que aprovava a legalização da maconha apoiado pelo Governador não foi aprovado.

. A droga & imigração:

Em 27 de junho, o Senador Federal Cory Booker (D-NJ) apresentou o projeto de lei que cancela a prática de negar a cidadania ou deportar imigrantes por casos envolvendo maconha. Conforme a lei atual, mais de 34 mil imigrantes foram deportados por posse de maconha entre 2007 e 2012, segundo a ONG Human Rights Watch.

Em abril, o Departamento de Cidadania & Serviços Mighratórios (USCIS) emitiu um memorando clarificando que o consumo de maconha ou o envolvimento em atividades relacionadas à droga, incluindo trabalhar num estabelecimento licenciado pelo estado, desqualificam os imigrantes para a cidadania, pois eles não teriam “caráter moral bom”.

A proposta de Booker, chamada “Remova a Maconha do Ato de Ofensas Deportáveis”, faz com que o uso, posse e distribuição de maconha não sejam mais razões para a deportação ou desqualificação sob o Ato de Imigração & Nacionalidade.

Apesar do número crescente de estados que legalizou o uso da maconha para fins recreativos ou medicinais, a droga ainda é proibida a nível federal. O Departamento de Imigração (ICE) usa regularmente delitos envolvendo maconha e outras drogas para focalizar imigrantes e deportá-los, disse o escritório de Booker através de um comunicado de imprensa.

“Os esforços dessa administração em usar a posse de maconha como ferramenta para a deportação é desastrosa e mal orientada. Os recursos limitados das autoridades de segurança não deveriam ser desperdiçados na deportação de pessoas por algo que dois entre os três últimos presidentes admitiram já ter feito”, disse Booker. “Essa legislação removerá uma das armas do ICE que tem sido utilizada para executar a política linha dura na imigração desta administração”.

O projeto de lei também faria com que todas as pessoas que tiveram vistos negados como resultado de envolvimento com maconha poderiam reaplicar. Ele também permite que qualquer imigrante que foi deportado por causa da droga deveria ser readmitido e ter o visto emitido novamente.

Grupos formados por legisladores do Senado e Câmara dos Deputados enviaram recentemente cartas pedindo a administração Trump que rescinda a política que considera a maconha uma droga que compromete o “caráter” dos imigrantes.

“Milhares de famílias, incluindo aquelas com cônjuges e crianças que são cidadãos dos EUA, têm sido permanentemente destruídas pela deportação de um membro da família como resultado de uma condenação por um delito menor envolvendo maconha”, disse Katherine Brady, advogada do Immigrant Legal Resource Center, através de um e-mail.

 

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