Novo programa do ICE permitirá que polícia prenda imigrantes indocumentados

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O ICE terá 48 horas para transferir qualquer imigrante detido sob o programa ou o estrangeiro será liberado

O WSO autoriza os departamentos de polícia a prenderem e deterem temporariamente estrangeiros para o ICE

Na segunda-feira (6), o Departamento de Imigração (ICE) anunciou um novo programa que permite aos departamentos de polícia prender e deter temporariamente imigrantes. As detenções podem ser efetuadas mesmo que diretrizes locais impeçam os policiais de fazê-lo.

Os departamentos de polícia que juntarem-se ao novo programa serão isentos temporariamente de quaisquer regras municipais ou estaduais que os impeçam de cooperar com o ICE. Além disso, o programa permite que eles executem ordens de prisão emitidas pelo órgão.

O ICE terá 48 horas para transferir qualquer imigrante detido sob o programa ou o estrangeiro será liberado.

“As políticas que limitam a cooperação com o ICE comprometem a segurança pública, evitam o órgão federal de cumprir sua missão e aumenta os riscos dos agentes forçados a realizarem prisões em grande escala e em locais não seguros”, disse Matthew Albence, diretor do ICE.

“O programa (Warrant Service Officer) protegerá as comunidades do criminosos estrangeiros que ameaçam as pessoas vulneráveis com violência, drogas e atividades de gangues ao permitir que as jurisdições participantes tenham a flexibilidade de realizar tais detenções em prisões e penitenciárias”, acrescentou.

O ICE detalhou que o novo programa foi criado a pedido da Associação Nacional dos Xerifes e do Xerifes dos Condados Principais da América.

A American Civil Liberties Union (ACLU) rapidamente condenou o programa, considerando-o “o esquema mais recente do ICE de convocar a polícia local para sua agenda abusiva de deportação”.

“O órgão (ICE) busca explicitamente subverter a vontade das comunidades que aprovaram ordenanças que impedem exatamente este tipo de cooperação entre a polícia e o ICE”, disse Lorella Praeli, diretora da ACLU. “Os participantes seriam forçados a arcar com as despesas da transgressão do ICE, potencialmente custando milhões de dólares ao estado em custos operacionais e tarifas legais”.

“Nós pedimos às autoridades de segurança locais a resistirem à essa proposta perigosa e manter o comprometimento com as comunidades que elas servem”, acrescentou.

Este programa é a ação mais recente da administração Trump no endurecimento das regras migratórias. No domingo (5), o Presidente Donald Trump anunciou que ele nomeará o ex-chefe da Patrulha da Fronteira (CBP), Mark Morgan, que liderou o órgão nos últimos meses da administração Obama, como o novo líder do ICE. O antigo diretor, Ronald Vitiello, pediu demissão em abril depois que o Presidente disse querer posicionar o ICE numa direção mais “severa”.

 

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