Número de imigrantes presos na fronteira cai 40%, após Trump

Foto13 Prisao CBP Número de imigrantes presos na fronteira cai 40%, após Trump
Agente da Patrulha da Fronteira (CBP) revista um imigrante antes de retorná-lo ao México

Em fevereiro, aproximadamente 840 pessoas foram detidas por dia quando tentavam cruzar clandestinamente a divisa entre o México e EUA

O número de imigrantes detidos por agentes da Patrulha (CBP) na fronteira entre os EUA e México caiu dramaticamente, despencando 40% desde que o Presidente Donald Trump assumiu o cargo e assinou decretos de lei combatendo a imigração clandestina. Cerca de 840 pessoas foram detidas por dia quando tentavam cruzar a fronteira ou consideradas não qualificadas depois de se apresentarem a postos de entrada em fevereiro, contrastando com 1.370 diárias em janeiro, segundo dados divulgados pelo Departamento de Alfândega & Proteção da Fronteira (CBP).

Embora sempre haja oscilações sazonais, poucos imigrantes tentam cruzar a fronteira durante o inverno e os patrulheiros geralmente percebem o aumento de 10% a 20% de pessoas que tentam entrar clandestinamente nos EUA em fevereiro. Os simpatizantes e membros da administração de Trump já celebram os novos dados e os consideram resultado da posição do novo presidente com relação à imigração clandestina.

“Os resultados iniciais demonstram que o cumprimento da lei e determinação são importante e que o cumprimento amplo das leis migratórias podem provocar impacto”, disse o novo secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), John Kelly, considerando o fato “novidades encorajadoras”.

“Menos pessoas estão arriscando a própria segurança e de suas famílias, exploração, agressão e danos físicos por traficantes de seres humanos e os perigos da jornada rumo ao norte”, acrescentou.

Embora a queda seja significativa e mais alta do que se esperava, especialistas em imigração detalham que ainda é cedo demais para assumir uma tendência ao longo prazo; particularmente antes que muitos decretos de lei assinados por Trump entrem em vigor.

“O que nós estamos vendo tem realmente a ver com percepção”, disse Faye Hipsman, analista político do Migration Policy Intitute (MPI), com sede em Washington-DC. “Os decretos oferecem a possibilidade de mudanças significativas na fronteira, o aumento das detenções, mais pessoas sujeitas a deportações aceleradas, então, isso cria a percepção de que é mais difícil entrar nos EUA. Mais importante, há muito medo nos EUA e esse feedback chega àqueles que pensam em fazer a jornada”.

Entretanto, alertou Hipsman, geralmente cada vez que o governo adota novas políticas migratórias, por exemplo, a construção de centros de detenção para acomodar a onda de mulheres e crianças centro-americanas, os números caem, apenas para retornarem, algumas vezes mais altos que antes.

Apesar de a retórica da nova administração com relação à política migratória pode, em curto prazo, desencorajar aqueles que pensam em imigrar aos EUA, a repercussão ao longo prazo das políticas de Trump talvez só sejam vistas daqui a vários meses ou anos, disse Jessica Vaughan, diretora de estudos políticos no Centro de Estudos Migratórios (CIS), um grupo conservador com sede em Washington-DC e que defende a restrição na política migratória.

 

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